SPPrev disponibiliza nova versão da Declaração de Acúmulo de Cargos/Benefícios Previdenciários

Na última quinta-feira, 14 de novembro, foi disponibilizada uma nova versão da “Declaração de Acúmulo de Cargos/Benefícios Previdenciários”, a qual faz parte da lista de documentos necessários para solicitação de pensão por morte civil e militar.

Ressaltamos que foi atualizado apenas o terceiro item do formulário, isto é, não foi criada e nem extinta qualquer exigência ou dispositivo legal do referido documento.

Abaixo a nova versão da “Declaração de Acúmulo de Cargos/Benefícios Previdenciários”.

Assetj presente na reunião do Conselho de Administração da SPPrev

Na última sexta-feira, 8 de novembro, o diretor da Assetj e suplente do Conselho de Administração da São Paulo Previdência (SPPrev), Geraldo Carvalho Jr., participou da reunião do Conselho de Administração da SPPrev, onde foram tratados diversos pontos da pauta de gestão previdenciária.

Na reunião, foram discutidos e aprovados o Relatório Gerencial de Agosto de 2024 e o Relatório de Investimentos de Setembro de 2024. Também foram apresentados a Portaria de Recadastramento 2025 (abaixo) e o Censo Previdenciário 2025, que deverão ser realizados no mês de aniversário de cada aposentado ou pensionista da SPPrev, preferencialmente via celular pelo Aplicativo SOU.SP.GOV.BR (integrado com o GOV.BR). 

Além disso, a pauta incluiu o Relatório da Ouvidoria, os relatórios de aposentadorias e pensões civis de outubro de 2024, além dos relatos do diretor-presidente da SPPrev e das comunicações da presidente do Conselho e dos conselheiros presentes.

A reunião abordou atualizações gerais e iniciativas da SPPrev voltadas aos segurados, com o intuito de aprimorar a comunicação e a gestão dos serviços previdenciários oferecidos aos servidores do Estado de São Paulo. A próxima reunião do Conselho de Administração está marcada para o dia 6 de dezembro de 2024.

Portaria de Recadastramento:

A desonestidade intelectual e interesseira da Folha: A quem serve o jornal?

A Folha de São Paulo, em sua matéria “Estabilidade de servidores no Brasil chega a 65% do total; na Suécia, a 1%”, demonstra uma desonestidade intelectual e um interesse escuso ao comparar a estabilidade no serviço público do Brasil e da Suécia sem considerar o contexto sociopolítico e econômico profundamente distinto entre os dois países.  A quem serve, de fato, esse tipo de jornalismo tendencioso?

A estabilidade dos servidores públicos no Brasil, tão criticada pela Folha, é justamente o que garante a  imparcialidade e a continuidade dos serviços essenciais à população. É a estabilidade que protege os servidores de pressões políticas e permite que exerçam suas funções com independência.  É ela que assegura que políticos corruptos não possam, por exemplo,  entrar com joias clandestinamente no país sem serem investigados. É a estabilidade que possibilita que donos de jornais e famílias que controlam as mídias sejam investigados e, se necessário, enfrentem o banco dos réus. Sem a estabilidade, estaríamos à mercê dos interesses privados e das vontades políticas momentâneas.

A comparação simplista com a Suécia ignora diferenças cruciais.  Na Suécia, o sistema de tributação sobre rendimentos e heranças é mais simplificado, o que facilita a arrecadação e a fiscalização.  A alíquota padrão sobre rendimentos de capital, incluindo dividendos e lucros de ações, é de 30%, enquanto no Brasil é zero.  Isso significa que, na Suécia, os ricos contribuem de forma mais justa para o bem comum, enquanto no Brasil, a carga tributária recai majoritariamente sobre a classe média e os mais pobres.

A diferença na sonegação de impostos também é gritante. No Brasil, a sonegação representa cerca de 39% da economia informal, equivalente a aproximadamente 13,4% do PIB. Na Suécia, a sonegação é estimada entre 4% e 6% do PIB, uma das menores taxas da Europa.  Isso se deve, em parte, à cultura de cumprimento voluntário dos suecos, mas também à rigorosa fiscalização e às severas penalidades para quem sonega, incluindo penas de prisão.  No Brasil, a impunidade é a regra.

A Folha ignora esses fatos e prefere pintar um quadro distorcido da realidade, atacando a estabilidade dos servidores públicos como se fosse a causa dos problemas do Brasil.  Na verdade, a estabilidade é um dos poucos mecanismos que ainda protegem o país dos desmandos daqueles que se preocupam apenas com seus próprios bolsos.  Na Suécia, jornais que deveriam informar não se tornam armas contra a verdadeira informação e não se deixam usar por grupos econômicos que não pensam na população do país e somente em seus bolsos.  A Folha deveria aprender com o exemplo sueco e exercer seu papel de informar com responsabilidade e imparcialidade, em vez de servir a interesses obscuros.

A Folha deveria aprender com o exemplo sueco e exercer seu papel de informar com responsabilidade e imparcialidade, em vez de servir a interesses obscuros. Comparar a estabilidade no serviço público do Brasil e da Suécia sem levar em conta as profundas diferenças socioeconômicas e culturais é tão desonesto intelectualmente quanto afirmar que a população sueca é muito mais bem informada que a brasileira simplesmente porque lá existem o Dagens Nyheter (DN), o Svenska Dagbladet (SvD) e o Aftonbladet, enquanto aqui temos a Folha de São Paulo. A qualidade da informação não se resume à existência de veículos de comunicação, mas sim à sua conduta ética, à sua independência e ao seu compromisso com a verdade.

CCJC aprova parecer da PEC 66 com exclusão do Artigo 40-A

Foi aprovado hoje, 29 de outubro, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), o parecer do relator da PEC 66/2023, que suprimiu o Artigo 40-A, afastando a exigência de novas alterações nas previdências estaduais, municipais e do Distrito Federal.

A exclusão do Artigo 40-A atende a um pedido da Pública Central do Servidor e das entidades representativas de servidores públicos, que acompanharam a sessão da CCJC de hoje.

Na semana passada, o relator da PEC, Deputado Darci de Matos (PSD-SC), apresentou emenda supressiva ao artigo 40-A outros trechos considerados prejudiciais ao funcionalismo público. Apenas o Art. 40-A foi retirado. Os demais itens prejudiciais aos servidores serão trabalhados na Comissão Especial. Segundo o parlamentar, a alteração visa respeitar as particularidades dos regimes próprios de previdência já estabelecidos em diversos estados e municípios, os quais passaram por reformas previdenciárias recentes.

A Pública Central do Servidor realizou um intenso trabalho parlamentar nos últimos meses, incluindo os dias 8 e 9 de outubro, para sensibilizar os deputados sobre o impacto potencial do Artigo 40-A. 

Com a aprovação do relatório na CCJC, a PEC 66 segue agora para análise de uma Comissão Especial, onde será discutido o mérito da proposta. Em caso de aprovação, a matéria será encaminhada ao Plenário da Câmara, onde precisará de três quintos dos votos favoráveis (308) para avançar e, posteriormente, ser promulgada pelo Congresso, sem necessidade de sanção presidencial.

Pública participa de homenagem ao Dia do Servidor Público na Câmara

A Câmara dos Deputados realizou nesta terça-feira, 29 de outubro, uma Sessão Solene especial em homenagem ao Dia do Servidor Público, com participação de parlamentares comprometidos com a defesa dos direitos dos servidores e representantes de diversas entidades, como Pública Central do Servidor e suas filiadas Anfip, Assetj, Fenafisco, Sindifisco RS, Febrafisco e Fespesp.

Solicitada por parlamentares de diversos partidos, como Alice Portugal (PCdoB-BA), Chico Alencar (PSOL-RJ), Célia Xakriabá (PSOL-MG), Gilvan Maximo (REPUBLIC-DF), Glauber Braga (PSOL-RJ), Luiza Erundina (PSOL-SP), Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ), Professora Luciene Cavalcante (PSOL-SP), Talíria Petrone (PSOL-RJ), Túlio Gadêlha (REDE-PE)), a sessão teve como pauta principal a valorização dos servidores públicos, a luta contra o confisco de aposentadorias, a urgência da votação e aprovação do PLP 21/23 e da PEC 6/2024.

A sessão foi aberta pela deputada Professora Luciene Cavalcante, que destacou as dificuldades enfrentadas pelos servidores públicos, ressaltando a importância de combater o confisco das aposentadorias e as tentativas de desmonte de serviços essenciais, como o ensino público. Em seguida, o presidente da Pública, José Gozze, foi convidado a discursar, reforçando a importância do trabalho conjunto em prol dos direitos dos servidores.

Veja a fala do presidente Gozze:


Assista a Sessão Solene na íntegra: 

Mobilização urgente: PEC 66/2023 na CCJC hoje

A PEC 66/2023 será discutida hoje, 29/10, na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC). A sessão começa às 14h30 no Plenário 1, Anexo 2 da Câmara dos Deputados.

Precisamos intensificar a pressão junto aos parlamentares da CCJC para garantir a aprovação do parecer do relator.

▶️ Confira a lista dos deputados da CCJC: Lista de Deputados da CCJC

✊ Vamos juntos lutar por uma vitória importante para os servidores e aposentados!

Relator da CCJC apresenta parecer que retira Art. 40-A da PEC 66/2023

28 de outubro, Dia do Servidor Público

Dia 28 de outubro é o Dia do Servidor Público. Tenha orgulho do seu dia e comemore! Você possui uma importância que ninguém consegue esconder, embora tentem.

E não é apenas um dia de parabéns, mas também um dia de luta. Assuma essa luta, ao lado da sua entidade de classe, associação, ou sindicato. Porque essa não é uma batalha para ser enfrentada sozinho. Apesar da sua importância, você continua perdendo direitos diariamente. Unidos, vamos mostrar que, sem servidores públicos, o Estado paralisa, e o cidadão também se torna um perdedor.

É você, servidor público, quem leva até o cidadão os direitos que a Constituição lhe assegura. Pelas suas mãos, o cidadão recebe saúde, segurança, justiça, educação e previdência. É você que garante a existência do Estado de bem-estar social.

Orgulhe-se e lute pelos seus direitos. Quando você perde direitos e não tem reposição salarial, o cidadão também sofre.

Vamos usar nossa luta, juntos, para construir um Brasil melhor e mais humano.

Parabéns e lute!

José Gozze, presidente da Pública Central do Servidor,  Federação das Entidades de Servidores Públicos do Estado de São Paulo (Fespesp) e Associação dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (Assetj).

Assetj se reúne com Presidente do TJSP para tratar de demandas dos servidores

Na manhã desta quinta-feira, 24 de outubro, o presidente da Assetj, José Gozze, e a diretora Margarida Falcão participaram de uma audiência com o presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), desembargador Fernando Antônio Torres Garcia. A reunião contou também com a presença do desembargador Alcides Leopoldo e Silva Júnior, do presidente da Apamagis, Thiago Elias Massad, de juízes auxiliares e representantes da Assojuris.

Durante o encontro, Gozze destacou a necessidade da criação de uma mesa de negociação entre o TJSP e as entidades representativas dos servidores. Ressaltou a importância de debates sobre a Convenção 151 da OIT, que regulamenta as relações de trabalho no setor público, e o Projeto de Lei que aguarda a assinatura do presidente Lula para ser encaminhado à Câmara Federal.

Em relação ao Nível Superior (NS) dos Escreventes, o presidente do TJSP manifestou apoio, mas alegou falta de verba para a implementação imediata. Gozze informou que a Assetj e as entidades parceiras estão articulando essa questão na Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP) e pediu que o Tribunal faça o mesmo esforço para garantir a viabilização da medida.

A diretora Margarida Falcão, por sua vez, solicitou a majoração do Auxílio-Saúde para os servidores, tema de grande relevância para a categoria e item prioritário da Campanha Salarial. 

Além disso, Gozze entregou ao presidente do TJSP um documento da Pública Central do Servidor, com itens que estão sendo pleiteados na Câmara dos Deputados, em Brasília, e que foi utilizado nas atividades parlamentares de 8 e 9 de outubro. O material contém informações sobre o Projeto de Lei Complementar (PLP) 21/2023, que propõe o descongelamento do tempo de serviço durante a pandemia, a PEC 6/2024, que busca o fim da cobrança da contribuição previdenciária dos aposentados, e PEC 66/2023, e a inclusão do Art. 40-A, que piora as regras de aposentadoria dos servidores.

Ao final, Gozze, Margarida e a conselheira Raquel Di Falco participaram da quinta-feira de Luta, do lado de fora do Fórum, com a presença dos servidores para passar os informes da reunião com o presidente do TJSP. Gozze reforçou as demandas pelo Nível Superior, a majoração do auxílio-saúde e a reposição das perdas salariais dos servidores do Judiciário paulista.

Pública participa do Encontro Nacional de Servidores Aposentados e Pensionistas

O 18º Encontro Nacional de Servidores Públicos Aposentados e Pensionistas, organizado pelo Movimento Nacional dos Servidores Públicos Aposentados e Pensionistas (Mosap) e suas entidades filiadas, ocorreu no dia 16 de outubro, no Auditório Nereu Ramos, em Brasília. Realizado anualmente, o evento reuniu representantes do serviço público de várias regiões do país para discutir melhorias e propostas voltadas aos servidores aposentados e seus pensionistas.

A Pública Central do Servidor esteve representada pelo presidente José Gozze e pelo vice-presidente Wanderci Polaquini. Além das lideranças do serviço público de todo país, a solenidade contou com a participação dos deputados federais Cleber Verde (MDB-MA), Gisela Simona (UNIÃO-MT) e Erika Kokay (PT-DF), que se posicionaram em defesa das pautas voltadas para os aposentados, especialmente a PEC 6/2024, principal tema do Encontro.

Durante seu discurso, o deputado Cleber Verde, autor da PEC, salientou a relevância da participação ativa dos aposentados no cenário político, destacando que “vocês estão ajudando a escrever história”. Reforçou a necessidade de trabalho coletivo e união para conquistar a aprovação da PEC 6/2024, que propõe a redução gradual da contribuição previdenciária dos servidores aposentados até a completa extinção.

Além disso, o deputado prestou uma homenagem ao saudoso Deputado Arnaldo Faria de Sá, reconhecendo seu papel fundamental na defesa dos direitos dos aposentados. Cleber Verde falou da importância da luta pelo apensamento da PEC 6/2024 à PEC 555/2006, proposta que visa o fim da contribuição previdenciária dos servidores públicos aposentados e está há mais de 10 anos pronta para ser votada.

O presidente da Pública, José Gozze, reforçou a importância da parceria com o Mosap e comentou sobre o trabalho parlamentar realizado nos dias 8 e 9 de outubro, quando mais de 70 dirigentes de diversas entidades filiadas à Pública percorreram os gabinetes dos deputados federais para garantir o apoio ao requerimento de apensamento da PEC 6/2024 à PEC 555/2006. Até o momento, 129 deputados já protocolaram requerimentos. Acompanhe as atualizações aqui.

Em seu discurso, Gozze também enfatizou que a mobilização dos aposentados e pensionistas é uma ferramenta essencial na defesa de seus direitos. Mencionou o confisco previdenciário aplicado aos servidores públicos municipais de São Paulo, dizendo: “Estamos caminhando rumo à vitória, e não tenho dúvidas disso, embora enfrentemos desafios. Por exemplo, em São Paulo, o prefeito [Ricardo Nunes] está aplicando a cobrança de contribuição previdenciária dos aposentados e pensionistas a partir de um salário mínimo e meio. Isso é uma injustiça inaceitável que precisa ser combatida”.

O presidente da Pública reafirmou o compromisso da entidade em seguir na defesa dos aposentados. Também anunciou que uma nova mobilização está prevista para o início de novembro, convocando as lideranças para reforçarem sua presença no Congresso Nacional. “Chega de injustiças para aposentados e pensionistas!”, concluiu Gozze.

Veja a fala de Gozze aqui:


A Câmara abriu consulta pública sobre a PEC 6/2024. Clique aqui para saber mais sobre o passo a passo da votação.

Atividades parlamentares da Pública realizadas nos dias 8 e 9 de outubro. Saiba mais aqui.

Sinafresp lança ferramenta para pressionar os deputados. Clique aqui para pressionar.

Análise da PEC 6/2024 aqui.

Frente Paulista lança Nota em defesa do STF

Contra os Ataques ao Judiciário: Por um Brasil Democrático

A Frente Paulista em Defesa do Serviço Público, coletivo composto por mais de 90 associações, sindicatos, federações, confederações, centrais e entidades representativas do funcionalismo público paulista, manifesta profunda preocupação com os recentes debates que têm ocorrido no Congresso Nacional, os quais buscam enfraquecer o Supremo Tribunal Federal (STF) e avançar com propostas que ameaçam o equilíbrio institucional, como a tentativa de anistiar os responsáveis pelos atos antidemocráticos de 08 de janeiro de 2023.

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados deliberou sobre propostas como as PECs 08/2021 e 28/2024, que pretendem restringir as decisões monocráticas dos Ministros do STF e possibilitar a revisão de suas decisões. Além disso, os Projetos de Lei 658/2022 e 4754/2016 buscam abrir caminhos para o impeachment de Ministros e, assim, fragilizar o princípio constitucional da independência entre os Poderes da República. Essas medidas representam não só uma afronta ao Judiciário, mas também uma tentativa de retaliação às ações que este tem tomado para garantir o respeito à ordem democrática.

Adicionalmente, preocupa-nos a inclusão de propostas que visam anistiar os golpistas envolvidos nos ataques de 08 de janeiro, o que representaria uma perigosa normalização de atos contrários ao Estado Democrático de Direito.

Diante disso, reforçamos nosso apoio ao Supremo Tribunal Federal e aos seus Ministros, que têm se mantido firmes na defesa da Constituição, das instituições democráticas e da necessária harmonia entre os Poderes.

Declaramos nosso compromisso inabalável com a preservação do Estado Democrático de Direito e com a autonomia e integridade das instituições que sustentam a liberdade e a justiça em nosso país.

São Paulo, 15 de outubro de 2024.

Assinam esta Nota as entidades da Frente Paulista em Defesa do Serviço Público.

Centrais lançam manifesto em defesa do STF

Em defesa do STF: fortalecer e proteger as instituições

As Centrais Sindicais CUT, Força Sindical, UGT, CTB, NCST, CSB, Intersindical e Pública manifestam atenção e discordância com os debates em curso no Congresso Nacional que atacam o Supremo Tribunal Federal e almejam anistiar os golpistas de 08 de janeiro de 2023.

Novamente colocadas em pauta e deliberadas na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, as PECs 08/2021 e 28/2024, que tem o objetivo de limitar decisões monocráticas de Ministros do Supremo e permitir a sustação de decisões do STF, e os projetos de Lei 658/2022 e 4754/2016, que visam facilitar o impeachment destes Ministros e atacar o princípio constitucional de autonomia dos Poderes da República, mostram uma agenda orientada por retaliações e ataques às instituições.

Além disso, a mesma Comissão pautou um projeto de Lei para anistiar os golpistas de 08 de janeiro de 2023.

São iniciativas que consistem em ataques deliberados ao STF, visando tensionar a relação entre os poderes, depois que este colocou limites à farra das emendas parlamentares.

Expressamos nosso apoio ao STF e seus Ministros que resistem aos ataques golpistas e sustentam nossos princípios constitucionais, nossas instituições e o próprio equilíbrio entre os Poderes.

Manifestamos intransigente defesa do Estado Democrático de Direito, das suas instituições nos três Poderes e da liberdade.

São Paulo, 13 de outubro de 2024

Sérgio Nobre, Presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores)

Miguel Torres, Presidente da Força Sindical Ricardo Patah, Presidente da UGT (União Geral dos Trabalhadores)

Adilson Araújo, Presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)

Moacyr Roberto Tesch Auersvald, Presidente da NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores)

Antônio Neto, Presidente da CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros)

Nilza Pereira, secretária geral da Intersindical Central da Classe Trabalhadora

José Gozze, Presidente da PÚBLICA – Central do Servidor

Assetj participa de reunião do Conselho de Administração da SPPREV

Nesta sexta-feira, 11 de outubro, o diretor da Assetj e suplente do Conselho de Administração da São Paulo Previdência (SPPrev), Geraldo Carvalho Jr., participou da reunião do Conselho de Administração da SPPREV. Durante o encontro, foram apresentados diversos relatórios de gestão, com destaque para o número de servidores e beneficiários nos últimos seis meses.

Outro ponto foi a apresentação das contribuições previdenciárias recebidas no mês de julho de 2024, totalizando R$ 1,38 bilhões em contribuições dos servidores e da parte patronal. Contudo, a SPPrev alega que o déficit financeiro, que corresponde à parcela coberta pelo Governo do Estado, foi significativamente maior, alcançando R$ 3,16 bilhões.

A reunião também abordou o pedido de afastamento e exoneração do presidente da SPPREV, Dr. José Roberto de Moraes. Assumiu interinamente a presidência o vice-presidente, Dr. Reinaldo dos Santos Lima. A próxima reunião do Conselho de Administração está marcada para o dia 8 de novembro de 2024.

TJSP divulga datas para desistência de inscrições no Processo de Remoção

A Secretaria de Gestão de Pessoas (SGP) publicou o comunicado nº 65/2024, no dia 4 de outubro, com informações sobre o prazo para DESISTÊNCIA de inscrições no Processo de Remoção 2024, nos termos do artigo 13, §§ 1º e 2º, da Portaria 9.580/2018, para os cargos de Assistente Social Judiciário, Escrevente Técnico Judiciário, Oficial de Justiça e Psicólogo Judiciário.

O prazo foi aberto no dia 7 de outubro e seguirá até dia 18 de outubro, sendo improrrogável. O servidor que não tiver interesse em ser removido para alguma localidade para a qual se inscreveu, independente de aprovação no Resultado Provisório, deve efetuar a desistência.

Dúvidas sobre o Processo de Remoção poderão ser dirimidas exclusivamente pelo endereço eletrônico: remocao@tjsp.jus.br 

Mais informações no Comunicado abaixo:

TJSP amplia creche-escola e auxílio a filho com deficiência para servidores aposentados

Atendendo à reivindicação da Campanha Salarial dos servidores, a Secretaria de Gestão de Pessoas (SGP) publicou o comunicado nº 69/2024, com informações sobre a solicitação dos benefícios Auxílio Creche-Escola e Auxílio a Filho com Deficiência, nos termos da Portaria n° 10.297/2023 alterada pela Portaria nº 10.488/2024.

O benefício agora será concedido aos(as) servidores(as) aposentados(as) que solicitarem. 

No comunicado estão listados os principais requisitos para a inscrição:

Para o AUXÍLIO CRECHE-ESCOLA:

i – Criança, a partir do 7º (sétimo) mês do nascimento, em idade pré-escolar;

ii – Que a criança esteja matriculada e cursando a educação infantil em creche ou escola particular;

ii – Apresentar documentos conforme itens 1 a 4 do Anexo I que acompanha este comunicado;

iv – Demais requisitos contidos nos artigos 2º a 4º da Portaria nº 10.297/2023.

Para o AUXÍLIO A FILHO COM DEFICIÊNCIA:

i – Sem limite de faixa etária;

ii – Comprovação da deficiência por laudo médico ou documentos que forem considerados aptos para essa finalidade;

iii – Somente poderão ser custeadas as seguintes despesas (conforme art. 6º da Portaria nº 10.297/2023):

1) Mensalidade escolar;

2) Plano de saúde;

3) Outras despesas cujas necessidades forem indicadas em atestado ou relatório subscrito por profissional da área da saúde devidamente inscrito no respectivo Conselho de Classe:

a. Honorários médicos e de profissionais envolvidos no tratamento, reabilitação e cuidados do dependente com deficiência;

b. Profissionais especializados em atendimento do dependente em domicílio, quando não tiver condições de locomoção;

c. Curso ou atividades destinadas ao tratamento do dependente;

d. Medicamentos e insumos utilizados no tratamento ou cuidados da pessoa com deficiência;

e. Transporte utilizado para locomoção até a instituição de ensino ou local de sessões terapêuticas;

iv. Apresentar documentos conforme itens 1 a 3 e 5 do Anexo I que acompanha este comunicado;

v. Demais requisitos contidos nos artigos 5º ao 7º da Portaria nº 10.297/2023.

Os documentos e demais detalhes estão publicados nas páginas 139 e 140 do DJE conforme abaixo: 

Assetj participa de reunião sobre assédio moral e sexual

Na última sexta-feira (27), os diretores Diógenes Marcelino e Geraldo Carvalho, representando a Assetj, participaram da reunião da Comissão de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral e Sexual, realizada no Fórum João Mendes Júnior. O encontro foi conduzido pelo desembargador Irineu Jorge Fava, coordenador da Diretoria de Apoio aos Servidores (Daps), e pelas juízas Patrícia de Rosa Pucci Canavarro e Ana Carolina Della Latta Camargo Belmudes, ambas integrantes da Daps.

Durante a reunião, foram apresentadas as ações que a Daps vem desenvolvendo, como o Projeto de Controle para mitigar a prática de assédio e os riscos de sofrimento dos servidores. Esse projeto é realizado em parceria com a Secretaria de Gestão de Pessoas (SGP), que coleta dados sobre setores do TJ com maior número de pedidos de transferência, a fim de verificar a presença de assediadores nesses ambientes.

Em outubro, será oferecido um curso voltado a gestores sobre assédio moral e sexual, cujos detalhes serão divulgados em breve.

Nos dias 12 e 13 de novembro, ocorrerá um Encontro Nacional das comissões e subcomitês de prevenção e enfrentamento do assédio moral, sexual e da discriminação, organizado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O TJSP irá apresentar o modelo da Daps, com o objetivo de que essa iniciativa seja replicada nos tribunais de todo o país.

Os representantes do TJSP também solicitaram apoio na divulgação da live “Racismo em Pauta”, que será realizada no Dia da Consciência Negra, 21 de novembro, das 16h às 17h, com a participação de Maria Cecília Leite de Moraes, doutora em Saúde Pública.

Também estava na pauta a visita da Defensoria Pública e do Ministério Público realizada à Daps para acompanhamento do trabalho da Diretoria. 

O ponto mais sensível discutido na reunião foi o sobrestamento dos pedidos de transferência de servidores em licença-saúde, que muitas vezes estão relacionados a casos de assédio moral. Estão sendo realizados novos estudos para que esses pedidos sejam encaminhados à Daps, permitindo uma avaliação mais cuidadosa e a melhor condução dos casos.

Promulgada Emenda que permite reeleição em tribunais de Justiça de RJ e SP

A partir de agora os presidentes dos tribunais de Justiça do Rio de Janeiro e de São Paulo poderão ser reeleitos para mais um mandato de dois anos. O Congresso Nacional promulgou nesta terça-feira (24) a Emenda Constitucional (EC) 134, que muda as regras para a eleição dos órgãos diretivos dos tribunais de Justiça dos estados. A Emenda Constitucional 134 altera o artigo 96 da Constituição para definir que a reeleição para os órgãos diretivos vale para os tribunais estaduais compostos por 170 ou mais desembargadores em efetivo exercício, o que enquadraria somente os tribunais dos dois estados. 

Pela Emenda 134, a eleição deverá ocorrer entre os membros do tribunal pleno, por maioria absoluta e voto direto e secreto. O mandato previsto dos eleitos é de dois anos, admitida apenas uma recondução sucessiva.

A alteração na Carta Magna teve origem na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 26/2022, da Câmara dos Deputados, aprovada  no Senado em 14 de agosto e encaminhada à promulgação. A PEC foi aprovada em primeiro turno com 57 votos favoráveis e 5 votos contrários. No segundo turno, o texto recebeu 57 votos favoráveis e 3 contrários.

A sessão solene foi presidida pelo senador Weverton (PDT-MA), relator da PEC.

— Aprimorar o processo eleitoral dos órgãos diretivos dos tribunais de Justiça é demanda que provém das próprias cortes estaduais, que estão entre as mais demandadas do poder judiciário brasileiro. O impacto da atividade desempenhada pelos tribunais de Justiça revela-se ainda mais evidente nos grandes tribunais brasileiros, como o do Rio de Janeiro e de São Paulo, considerado o maior do mundo em volume de processos. A nova regra busca incrementar a racionalidade e a qualidade dos serviços que esses órgãos prestam aos cidadãos brasileiros. Essa continuidade diretiva oportuniza uma administração mais madura, capaz de responder de forma mais ágil aos anseios da sociedade — afirmou Weverton.

Órgãos diretivos
Os tribunais de Justiça dos estados são as mais altas instâncias do Judiciário em cada unidade da Federação e são responsáveis por garantir a aplicação das leis estaduais e federais.

Dentro dessas instituições, existem os chamados órgãos diretivos, que executam a condução dos trabalhos na administração, garantindo o funcionamento do tribunal.

Eles geralmente são compostos pelos principais cargos de liderança do tribunal, responsáveis pela gestão e direção das atividades judiciais e administrativas. Entre os principais componentes dos órgãos diretivos estão o presidente, o vice-presidente e o corregedor-geral de Justiça. 

Tramitação
Uma proposta de emenda à Constituição (PEC) pode ser apresentada pelo presidente da República, por um terço dos deputados federais ou dos senadores ou por mais da metade das assembleias legislativas, desde que cada uma delas se manifeste pela maioria relativa de seus componentes.

Não podem ser apresentadas PECs para suprimir as chamadas cláusulas pétreas da Constituição (forma federativa de Estado; voto direto, secreto, universal e periódico; separação dos Poderes e direitos e garantias individuais).

A PEC é discutida e votada em dois turnos, em cada Casa do Congresso, e será aprovada se obtiver, na Câmara e no Senado, três quintos dos votos dos deputados (308) e dos senadores (49). Caso seja aprovada, a emenda é promulgada em sessão solene do Congresso Nacional, sem a necessidade de sanção pelo presidente da República.

Fonte: Agência Senado

PEC que prevê fim do abono de permanência do servidor tem relator na CCJ

A PEC 139/2015, do Poder Executivo, prevê o fim do abono de permanência para servidores públicos que já tenham cumprido os requisitos para a aposentadoria voluntária.

A PEC (proposta de emenda à Constituição) revoga o parágrafo 19 do artigo 40 da Constituição Federal e os parágrafos 5º do artigo 2º e 1º do artigo 3º, da EC (Emenda à Constituição) 41, de 2003.

Trata-se, o abono de permanência, de benefício que incentiva servidores do RPPS (Regime Próprio de Previdência Social) a permanecerem em atividade, mesmo após terem cumprido os requisitos para a aposentadoria.

O valor do abono corresponde à contribuição previdenciária do servidor.

Valor do abono
O valor do abono de permanência é equivalente à alíquota de contribuição previdenciária do servidor público, que varia de acordo com a legislação e o ente federativo — União, estados e municípios:

• servidores públicos federais: desde março de 2020, as alíquotas são progressivas e proporcionais aos salários, e varia de 7,5% para quem recebe até 1 salário mínimo, até 16,79% para quem ganha até R$ 39,2 mil por mês.

• servidores estaduais e municipais: as alíquotas são estabelecidas pelos entes federativos.

Justificativa do governo

A justificativa para a proposta é que o abono foi criado em momento de redução do quadro de servidores, mas que, em 2014, os quadros foram recuperados.

No entanto, a realidade atual é diferente, com o quadro de servidores públicos novamente reduzido.

O abono de permanência cessa quando o servidor quebra o vínculo com a Fazenda Pública, seja por aposentadoria, exoneração ou outras razões.


Tramitação
Em 13 de setembro, o deputado Gilson Marques (Novo-SC) foi designado relator da proposta na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados.

Inicialmente, a CCJ analisa e vota apenas a constitucionalidade da matéria, isto é, não entra no mérito da PEC. Caso seja aprovada na comissão técnica, o texto segue para análise de mérito em comissão especial.

Fonte: Diap – Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar

Centrais Sindicais discutem participação ativa no G20 Social

Em café da manhã promovido pela Secretaria-Geral da Presidência da República, líderes das principais centrais sindicais brasileiras foram formalmente convidados pelo ministro Márcio Macêdo a integrar as discussões do G20 Social. A Pública foi representada pelos presidente José Gozze e vice-presidente Wanderci Polaquini.

“Participar do G20 Social não é apenas uma oportunidade para discutir temas no grupo de trabalho, mas também para organizar atividades autogestionadas focadas em questões essenciais como combate à fome, pobreza e desigualdade; enfrentamento das mudanças climáticas; e nova governança mundial. É crucial também debater as novas realidades do mundo do trabalho, onde muitos trabalhadores enfrentam insegurança e falta de direitos,” ressaltou Macêdo.

O G20 Social, uma iniciativa que visa promover debates sobre temas cruciais para a sociedade global, será cenário para discussões sobre desigualdade, mudanças climáticas e novas dinâmicas de governança global. Durante a reunião, o ministro Macêdo destacou a importância da participação ativa das centrais sindicais nesses debates.

No encontro, foi destacada a contribuição das centrais sindicais brasileiras no Grupo de Engajamento do L20 (Labour 20), compostos por líderes sindicais dos países do G20, com objetivo de debater e articular temas que afetam a classe trabalhadora.

O encontro teve a presença de representantes das seis principais centrais sindicais do Brasil, incluindo a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), a Força Sindical (FS), a União Geral dos Trabalhadores (UGT), a Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), a INTERSINDICAL e a Pública – Central do Servidor. Também acompanharam a reunião a secretária-executiva da SG, Kelli Mafort, e o Diretor de Articulação de Políticas Públicas da Secretaria Nacional de Diálogos, Usiel Rios.

O convite do ministro Márcio Macêdo representa uma oportunidade para as centrais sindicais participarem ativamente das discussões globais sobre os desafios contemporâneos e promoverem a inclusão e a justiça social em um fórum internacional de grande importância.

Pública se une ao MPT contra o assédio eleitoral

Na terça-feira, 17 de setembro, o presidente José Gozze e o vice-presidente Wanderci Polaquini, representando a Pública Central do Servidor, participaram do evento de assinatura do termo de cooperação contra o assédio eleitoral, realizado na Procuradoria Geral do Trabalho. O encontro, conduzido por José de Lima Ramos Pereira, procurador-geral do Trabalho no Ministério Público do Trabalho (MPT), reuniu lideranças das centrais sindicais e do MPT com o objetivo de fortalecer a proteção contra práticas abusivas de assédio no período eleitoral.

A Pública Central do Servidor, ao participar da assinatura, reforçou seu posicionamento firme contra o assédio eleitoral, destacando que a prática não só fere os direitos individuais dos servidores, como também compromete o processo democrático. José Gozze afirmou que a Pública está comprometida em promover um ambiente de trabalho livre de coerção e abuso, defendendo a liberdade de expressão e de escolha dos servidores, principalmente em tempos de eleições, quando as pressões indevidas costumam aumentar.

Veja aqui a carta assinada no encontro:

Prova de Vida de Magistrados e Servidores aposentados

A partir de 16 de setembro de 2024, servidores e magistrados inativos que integram o quadro do Tribunal de Justiça de São Paulo deverão realizar a prova de vida nas instituições bancárias credenciadas (Banco do Brasil ou Banco Bradesco), conforme opção bancária efetuada pelo magistrado ou servidor.

A prova de vida deve ser realizada no mês de aniversário, em qualquer agência no território nacional do banco no qual o aposentado recebe os proventos. Não precisa ser na agência onde possui a conta.

Para maior comodidade, devem ser observadas as orientações das instituições bancárias quanto ao melhor período e/ou horário para a realização da prova de vida.

A atualização cadastral não será mais realizada pelos bancos, ficando dispensada apresentação ao banco da comprovação de endereço.

Para mais informações, enviar e-mail para:

sgp.dadoscadastrais@tjsp.jus.br (servidores)

cadastro.magistratura@tjsp.jus.br (magistrados)

Veja o Comunicado da Presidência nº 192/24

Veja cartaz com orientações Banner Recadastramento:

TJSP encerra credenciamento com o Santander e renova apenas com Bradesco e Banco do Brasil

Em comunicados divulgados nesta segunda-feira, 16 de setembro, no Diário da Justiça Eletrônico (DJE), o TJSP anunciou o encerramento do contrato com o Banco Santander e a renovação do credenciamento dos Bancos do Brasil e Bradesco. Apenas as duas instituições financeiras serão responsáveis pelo processamento da folha de pagamento.

Servidores ativos e inativos, que já recebem seus salários pelo Bradesco ou Banco do Brasil não precisam fazer nova escolha bancária. No entanto, quem recebe pelo Banco Santander S/A deverá optar entre o Bradesco ou o Banco do Brasil e registrar sua escolha no site www.tjsp.jus.br/credenciamentobanco até o dia 04 de outubro de 2024. Com o fim do contrato com o Banco Santander, o recadastramento de inativos nessa instituição está encerrado.

Para efetuar o registro da opção bancária, é necessário que magistrados ou servidores possuam uma conta ativa em uma das duas instituições credenciadas e forneçam os dados da agência e conta para o cadastro. Em caso de dúvidas, entrar em contato pelo e-mail: sgp.dadoscadastrais@tjsp.jus.br .

Confira abaixo os dois comunicados na íntegra:

Servidores do TJSP e defasagem salarial

O Sindicato União dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de São Paulo (SindUni) recorreu ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) buscando o cumprimento, pelo TJSP, da Constituição Federal (art. 37, X) quanto aos reajustes salariais dos servidores, engolidos pela inflação. Atualmente, a defasagem ultrapassa 25%, o que representa uma perda de ¼ do poder aquisitivo.

Cumpriu-se, assim, um ponto importante da obrigação sindical. Parabéns. Algumas entidades reclamam por não terem sido avisadas previamente sobre o pedido ao CNJ. Poderiam ter sido informadas, mas isso não altera o direito do sindicato de buscar uma solução. Aliás, outras entidades também tomam decisões sem unidade geral, mas igualmente estão no direito de lutar pelos seus associados.

Claro que, democraticamente unidos, com certeza seríamos mais fortes. Aliás, democracia é a reclamação do grupo de oposição, direito que nenhum sindicato pode negar.

Enfim, o representante do Superior Tribunal de Justiça (STJ) convocou uma mediação a pedido do Sindicato, representante dos servidores, que convidou Entidades e servidores a se manifestarem no Palácio da Justiça e nas Comarcas durante a reunião de mediação.

As decisões dessa mediação foram publicadas pelo Sindicado União:

[…]

1.⁠ ⁠O projeto de Lei Orçamentária de 2024, exercício 2025 do TJSP, inclui a reposição salarial de 25%, que atualmente será analisada pelo Governador e deve ser decidida até o dia 30 de setembro, antes de ser enviado para a ALESP.

2.⁠ ⁠Foi deliberado que será verificado o montante a ser disponibilizado ao TJSP, totalizando 25,9 bilhões, já considerando o destaque do PLC 30/2013 e demais perdas.

3.⁠ ⁠Após essa data, o SindUni fará um relato ao CNJ informando sobre os desdobramentos da reunião.

Aí começam nossas preocupações. De acordo com os itens 1 e 2, quem vai decidir nossa reposição será o Governador do Estado, pois tudo dependerá do corte que ele fizer no orçamento antes de encaminhá-lo para a ALESP. O TJ fez sua parte (?). Colocou no orçamento. Já garantiu esse valor com o Governador? Vai exigir que não haja corte na verba salarial? Historicamente, nunca houve essa conversa do TJ com o Executivo. Será diferente desta vez?

Feito o corte, o orçamento será encaminhado para a ALESP, onde o Governador tem maioria e qualquer mudança dificilmente acontece sem sua permissão. A cúpula do TJ dessa vez atuará para que emendas sejam apresentadas e aprovadas pelo plenário da Assembleia Legislativa?

Salvo falta de informações, parece que esse assunto não foi colocado e discutido na reunião. Não é uma preocupação do CNJ, que é apenas um mediador.

Chegamos à conclusão de sempre: nada virá sem a luta dos servidores. O sindicato é muito importante e, nesse momento, deve se unir às Entidades num grande conjunto para enfrentar o Judiciário, o Executivo e o Legislativo.

Os servidores não devem perguntar o que o sindicato e as entidades estão fazendo para mudar essa situação, mas sim participar ativamente dessa mudança (aliás, a grande maioria dos servidores do Judiciário não é sindicalizada, nem associada a qualquer entidade). Atenderão aos chamados para assembleias, virtuais ou presenciais? Atenderão aos chamados para participarem das discussões do orçamento na ALESP (terão Audiências Públicas nas várias regiões do Estado) ou vão achar que todos estão despreocupados com a perda do poder aquisitivo que será cada vez maior? Não se esconda na sua indignação, venha a público se indignar.

José Gozze

Presidente da Associação dos Servidores do Tribunal Justiça do Estado de São Paulo (Assetj), da Federação das Entidades de Servidores Públicos do Estado de São Paulo (Fespesp) e da Pública Central do Servidor.

Pública e entidades representativas de servidores públicos lançam Nota Pública contra a PEC 66/2023

Mais de 90 entidades de classe dos servidores públicos da União, Estados, Municípios e do Distrito Federal lançaram hoje, 11 de setembro, uma nota pública contra a PEC 66/2023, que destaca os principais ataques aos direitos dos servidores e ao Pacto Federativo. No documento, estão listadas as consequências negativas da proposta, que já foi aprovada no Senado Federal e agora segue para votação na Câmara dos Deputados.

A PEC 66/2023 traz profundas modificações no sistema previdenciário dos servidores públicos. Entre os principais impactos listados no manifesto, destacam-se a insegurança jurídica, o aumento da idade mínima de aposentadoria, o estabelecimento de um pedágio de 100% do tempo de serviço e a redução de valores de pensões e benefícios, especialmente para servidores que ingressaram após 2003.

Outro ponto negativo é o aumento obrigatório nas contribuições previdenciárias e na cota patronal dos governos estaduais e municipais, sem considerar a autonomia constitucional garantida pelo Pacto Federativo. 

A nota enfatiza que a PEC 66/2023 viola o princípio do retrocesso social e promove uma centralização indevida das regras previdenciárias, retirando a autonomia dos estados e municípios para legislar sobre seus próprios regimes de previdência. Por isso, as entidades conclamam todos os servidores públicos a intensificarem a mobilização contra a aprovação da proposta na Câmara dos Deputados.

Além da nota, a Pública reafirma seu compromisso em organizar o trabalho parlamentar em Brasília, especialmente após as eleições municipais, para defender os direitos dos servidores e evitar que a PEC 66/2023 seja aprovada.

Nota:


Veja a análise da PEC 66/2023 aqui.

Pública participa de Audiência na Câmara e reforça a luta pela aprovação da PEC 6/2024

Em audiência proposta pela deputada federal Carla Ayres (PT-SC), a Comissão de Legislação Participativa (CLP) da Câmara dos Deputados discutiu, nesta terça-feira, 3 de setembro, a PEC 6/2024 e a PEC 555/2006, que tratam do fim da contribuição previdenciária para aposentados e pensionistas. 

O evento contou com a participação de líderes sindicais e representantes de diversas entidades. Representando a Pública, estiveram presentes o presidente da Executiva Nacional, José Gozze, e o presidente da Pública DF, Gilberto Pereira. Também marcaram presença Osório Claudio Bortolin, diretor de aposentados e pensionistas do Sinafresp; Alexandre Melo, presidente do Sindalesc; Antônio Vitor Ulrich, primeiro tesoureiro do Sindalesc; e Johni Lucas da Silva, conselheiro do Sindalesc.

A deputada ressaltou a importância de apensar a PEC 6/2024 à PEC 555/2006, como estratégia para garantir que a proposta mais antiga não seja arquivada por ultrapassar o prazo de tramitação. O apensamento permitiria que ambas as PECs fossem analisadas em conjunto, fortalecendo a discussão sobre o fim da contribuição previdenciária para inativos.

A PEC 6/2024 propõe uma eliminação gradual das contribuições previdenciárias para servidores inativos ao longo de dez anos, enquanto a PEC 555/2006 defende a extinção imediata desse encargo, visto como injusto e penalizador para aqueles que já cumpriram durante o tempo de serviço. A cobrança dessa contribuição começou com a Emenda Constitucional 41, em 2003, e desde então tem sido alvo de críticas e resistência por parte dos servidores públicos.

Em sua fala, Gozze denunciou a aprovação pelo Senado da PEC 66/2023, que obriga os estados e municípios a adotarem as mesmas regras previdenciárias que a União, exceto se possuírem normas mais rigorosas. Isso significa que todas as conquistas locais dos servidores podem ser anuladas, sendo substituídas pelas regras impostas pela reforma da previdência de 2019 (EC 103/2019).

Fala do presidente Gozze:

A audiência pode ser assistida aqui:

Centrais Sindicais e MPT lançam Campanha de Combate ao Assédio Eleitoral

Nesta terça-feira, 3 de setembro, as principais Centrais Sindicais do país, em conjunto com o Ministério Público do Trabalho (MPT), uniram-se em uma ação inédita para lançar uma campanha nacional de combate ao assédio eleitoral nas relações de trabalho. O evento, transmitido ao vivo pelos canais das Centrais Sindicais e do MPT no YouTube, contou com a participação de lideranças sindicais de diversas entidades, incluindo a CUT, Força Sindical, UGT, CTB, CSB, NCST, Intersindical e Pública Central do Servidor.

A iniciativa busca enfrentar e coibir a prática do assédio eleitoral, uma forma de pressão que compromete a liberdade de voto dos trabalhadores, afetando tanto o setor privado quanto o setor público. Durante o lançamento, foi apresentado um aplicativo desenvolvido pelas Centrais Sindicais para facilitar o acesso dos trabalhadores a informações sobre o tema e oferecer um canal seguro e sigiloso para denúncias.

Wanderci Polaquini, vice-presidente da Pública, enfatizou a importância da campanha ao falar sobre os impactos negativos do assédio eleitoral:

“Nós sabemos da pressão que é exercida tanto no setor corporativo e privado, quanto no setor público para que os trabalhadores tomem partido em relação às suas opções eleitorais. Isso afeta severamente o Estado democrático e a possibilidade de o trabalhador fazer sua escolha de acordo com as suas convicções. Sabemos que as centrais podem, sim, juntamente com o MPT e com a CONALIS [Coordenadoria Nacional de Promoção da Liberdade Sindical do Ministério Público do Trabalho], exercer esse papel de proteção, garantindo esse direito fundamental dos trabalhadores de, no momento da eleição, fazer valer a sua vontade.”

Clemente Ganz Lúcio, coordenador do Fórum das Centrais Sindicais, destacou a importância do novo aplicativo, que visa garantir o sigilo e a segurança dos denunciantes. Ele explicou que, ao enviar denúncias, as pessoas poderão anexar provas como fotos e vídeos, que serão analisadas para determinar a base sindical responsável pela atuação.

A campanha é um passo decisivo na luta pela garantia de um processo eleitoral livre e justo, preservando a integridade do voto e protegendo os trabalhadores de pressões indevidas. As denúncias já podem ser feitas através do site oficial das Centrais Sindicais: https://centraissindicais.org.br/ae/

A Live de lançamento pode ser assistida aqui:

Eleita nova diretoria da Fespesp para quadriênio 2024-2028

Na segunda-feira, 12 de agosto, foi realizada na sede da Federação das Entidades de Servidores Públicos do Estado de São Paulo (FESPESP), a eleição que definiu a nova Diretoria Executiva e Conselho Fiscal para o quadriênio 2024-2028. A chapa única “Entidades Unidas pelo Serviço Público”, presidida por José Gozze, foi eleita por aclamação.

Composição da nova Diretoria e Conselho Fiscal:

Presidente: José Gozze (ASSETJ)

1º Vice-Presidente: Carlos Alberto Marinho (AFALESP)

2º Vice-Presidente: Maricler Real (AASPTJSP)

Secretário-Geral: Adeildo Vila Nova da Silva (AASPTJSP)

1º Secretário: Júlio César Delfino de Oliveira (CAPESP)

2º Secretário (a): Magali Marinho Pereira (AOJESP)

Tesoureiro Geral: Susana Maria de Souza Moraes Borges (AASPTJSP)

1º Tesoureiro: Rodrigo Keidel Spada (AFRESP)

2º Tesoureiro: Joacy Carneiro de Mesquita (AFALESP)

Diretor de Associativismos: Diógenes Francisco Marcelino (ASSETJ)

Diretor de Imprensa: Antônio Carlos Duarte Moreira (FESPESP)

Diretor de Previdência: Aclibes Bugarelli (AFPESP)

Diretor Jurídico: Sidnei Dalla Marta Fernandes (ASSOJUBS)

Diretor para Assuntos do Legislativo: Gaspar Bissolotti Neto (ASPAL)

Diretor para Assuntos do Judiciário: Cássio Ramalho do Prado (AOJESP)

Diretor para Assuntos do Executivo: Victor Augusto Lins Mendes (AFRESP)

Diretor para Assuntos da Saúde: Guilherme Coelho de Souza do Nascimento (CAPESP)

Diretor de Formação Política e Liderança: Luiz Tadeu Milito (ASSOJUBS)

Diretor de Cultura e Lazer: Fátima Aparecida Carneiro (AFPESP)

Diretor de Assuntos Internacionais e Integração: Rita Amadio de Brito Andrade Ferraro (AFALESP)

Diretor de Marketing Associativo: Maria Irene Meneghini Rizzo (ASJCOESP)

Diretor para o Interior: Luiz Carlos Camargo (AFFI)

Diretor para a Grande São Paulo e Litoral: Michel Iorio Gonçalves (ASSOJUBS)

Conselho Fiscal:

Luiz Carlos Toloi Junior (AFRAPESP)

Geraldo Francisco Martins (ASSETJ)

Victorina Thereza Frugoli (ASPAL)

Margarida Alice Falcão (ASSETJ)

Samuel de Oliveira (AJESP)

Suplentes do Conselho Fiscal:

Valmir de Oliveira (AJESP)

Eduardo Pereira de Quadros Souza (AFRESP)

Eliel Laurentino de Melo (ASJCOESP)

Diretoria visita Comarcas e aborda temas importantes para os servidores

Nesta quarta e quinta-feira, 24 e 25 de julho, o presidente da Assetj, Fespesp e Pública Central do Servidor, José Gozze, visitou os fóruns de Bebedouro, Jaboticabal, Orlândia e São Joaquim da Barra, juntamente com as diretoras Margarida Falcão e Raquel Di Falco.

Durante as passagens pelas comarcas, Gozze tratou de uma série de temas relevantes para os servidores do Judiciário. Entre os assuntos abordados, destacam-se a Campanha Salarial do Judiciário, o Nível Superior dos Escreventes, o aumento real para agentes e a retomada das Comissões de Orçamento e Finanças, Assistentes Sociais e Psicólogos, Nível Superior, Remoção, SAJ, Teletrabalho, PCC, Acessibilidade, Saúde e Insalubridade.

Além dos assuntos do Judiciário, Gozze falou sobre o curso da Pública, que está com as inscrições abertas e já teve a primeira aula inaugural. A palestra de Camilo Onoda Caldas sobre “Perspectivas Políticas e Jurídicas no século XXI” está disponível aqui, e as inscrições podem ser feitas aqui.

Gozze também destacou assuntos que estão em discussão a níveis Estadual e Federal, sendo eles:

Estadual

  • Garantia da prestação de serviço público de qualidade, conforme a Constituição de 1988;
  • Melhores condições de trabalho com equipamentos modernos e manutenção sistemática;
  • Reposição da inflação para manter o poder aquisitivo dos servidores;
  • Valorização do funcionalismo com Plano de Cargos, Carreiras e Salários e aumento real de salário;
  • Concursos públicos, cursos de atualização e fim da terceirização;
  • Mesas de negociação para valorizar a negociação coletiva no setor público;
  • Fortalecimento do Iamspe com aprovação do Projeto de Lei Complementar nº 52 de 2028 e participação dos servidores no Conselho Deliberativo e Fiscal;
  • Redução da jornada de trabalho sem redução de salário e controle de horas extras;
  • Revogação da reforma da previdência em SP e não desconto da previdência dos aposentados;
  • Recuperação do poder salarial de aposentados e pensionistas;
  • Devolução do confisco dos aposentados durante a pandemia e retomada dos direitos retirados;
  • Combate ao sucateamento e às privatizações dos serviços públicos;
  • Fim e combate ao assédio moral e sexual nos locais de trabalho;
  • Retomada do direito das seis faltas abonadas;
  • Retomada dos direitos retirados do Estatuto dos Servidores Públicos.

Federal

  • Confisco, descongelamento do PL 21/23 e PEC 6/24;
  • Manifestação em Brasília e CONCLAT;
  • Recuperação de direitos trabalhistas, previdenciários e sociais;
  • Redução da jornada de trabalho sem redução de salário;
  • Aprovação do Projeto de Valorização da Negociação Coletiva no setor público;
  • Convenção 151 da OIT.

Sede de Campinas promove Happy Hour Julino

Na tarde de hoje, 18 de julho, foi realizado o Happy Hour Julino na Cidade Judiciária, no Plenário 26, com a presença do presidente José Gozze.

Os participantes puderam desfrutar de deliciosos quitutes juninos, como cachorro-quente, cuscuz, pipoca, bolos e doces típicos.

Gozze aproveitou a oportunidade para abordar diversos temas importantes, incluindo a Campanha Salarial do Judiciário, o Nível Superior dos Escreventes, o Curso de Formação Sindical e o Congresso da Pública e convidou a todos para a excursão para a Expoflora.

Nota de Repúdio à Folha de S.Paulo por Editorial sobre Reforma da Previdência e Decisão do STF

Em editorial publicado no último dia 9 de julho, a Folha de S.Paulo expressou seu posicionamento a respeito da Reforma da Previdência e do impacto da decisão do Supremo Tribunal Federal ao julgar as ações de inconstitucionalidade que tramitam na corte.

Nós, servidores públicos do Estado de São Paulo, respeitamos a diversidade de ideias e trazemos a nossa contribuição para este debate urgente e necessário. Desta forma, manifestamos nossa indignação diante de tais colocações que reforçam o senso comum de que os servidores públicos são uma categoria privilegiada.

A respeito especificamente da cobrança de contribuição previdenciária para aposentados, ao estabelecer a permanência da contribuição para quem já cooperou com o sistema previdenciário, não há definição mais certeira: trata-se de confisco. Os servidores estão pagando a mesma contribuição duas vezes, pois o desconto ocorre em cima do que já foi cobrado e pago, durante mais de três décadas de vida dedicadas ao funcionalismo público. Isto não existe em nenhum outro sistema previdenciário do mundo.

Os aposentados se sentem violentados diante de uma clara transgressão à lei, uma afronta à Constituição e à dignidade humana. Os Governos jogam a responsabilidade sobre aposentados e pensionistas ao passo em que oferecem a grandes empresas, devedoras de impostos, isenções fiscais que custam mais de R$ 20 bilhões por ano, isto somente no Estado de São Paulo.

Dados divulgados pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) indicam que a dívida ativa das empresas com a Previdência Social está em torno de R$ 500 bilhões. Entre os maiores devedores estão grandes empresas de diversos setores, incluindo bancos, indústrias, empresas de telecomunicações, e agroindústrias. A alta inadimplência impacta negativamente o equilíbrio financeiro da Previdência Social, exigindo maior aporte de recursos do Tesouro Nacional para cobrir o déficit previdenciário.

É justo que paguemos esta conta?

Quanto às alíquotas progressivas, os servidores públicos contribuem com alíquotas mais altas para a previdência do que os trabalhadores do setor privado. Em muitos casos, a alíquota de contribuição dos servidores é progressiva e pode ultrapassar 14%, enquanto no setor privado é de 7,5% a 11%.

A comparação com padrões internacionais pode mostrar que os benefícios dos servidores públicos no Brasil não são muito diferentes de outros países, onde a estabilidade e a remuneração adequada são necessárias para um serviço público eficiente.

Por fim, vale destacar que a busca por equilíbrio fiscal não deve se concentrar exclusivamente nos servidores públicos, mas sim considerar a necessidade de execução das dívidas já existentes, bem como o aperfeiçoamento de sistemas de combate a fraudes e ineficiências, sem que a responsabilidade acerca da sustentabilidade do sistema previdenciário recaia sobre os servidores públicos, especialmente os aposentados e pensionistas.

Publica Central do Servidor