Análise da PEC 66/2023: um golpe disfarçado contra os Servidores Públicos

A PEC 66/2023, apresentada com o pretexto de solucionar questões relacionadas ao parcelamento de débitos previdenciários dos municípios, é na verdade uma proposta altamente prejudicial para os servidores públicos. Ao mascarar suas verdadeiras intenções, essa proposta revela-se uma armadilha que agrava ainda mais a precarização dos direitos previdenciários conquistados ao longo de décadas.

Trata-se de um ataque direto aos direitos previdenciários dos servidores públicos em todas as esferas — municipal, estadual e federal. A Pública, em parceria com a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e outras entidades, se mobiliza para combater essa proposta que, se aprovada, trará consequências catastróficas para os servidores.

É crucial que todos os servidores, sindicatos e entidades se unam para lutar contra essa PEC. O que está em jogo não é apenas a preservação dos direitos adquiridos, mas a garantia de um futuro digno para todos os trabalhadores do serviço público.

A Proposta já foi votada e aprovada pelo Senado e encaminhada à Câmara dos Deputados.

EC 66/2023

“Institui limite para o pagamento de precatórios pelos Municípios, abre novo prazo de parcelamento especial de débitos dos Municípios com seus regimes próprios de previdência social e com o Regime Geral de Previdência Social e dá outras providências.”

Art. 3º Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios deverão promover, em até 18 (dezoito) meses após a data da promulgação desta Emenda Constitucional, alterações na legislação interna relacionada ao respectivo regime próprio de previdência social para prever, no mínimo, as mesmas regras do regime próprio de previdência social da União a que se refere o art. 40-A da Constituição Federal.

Parágrafo único. Para os Estados, o Distrito Federal e os Municípios que não promoverem as alterações a que se refere o caput deste artigo em até 18 (dezoito) meses após a data da promulgação desta Emenda Constitucional, passam a vigorar as mesmas regras do regime próprio de previdência social da União a que se refere o art. 40-A da Constituição Federal.

Reforma disfarçada

Originalmente concebida para permitir um novo prazo de parcelamento especial das dívidas dos municípios com seus Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) e com o Regime Geral de Previdência Social (RGPS), a PEC 66/2023, em sua forma atual, vai muito além. Ela estabelece percentuais máximos da receita corrente líquida dos municípios que podem ser destinados ao pagamento de precatórios, prejudicando diretamente os servidores que esperam há anos para receber seus direitos.

Além disso, a PEC autoriza o parcelamento dos débitos previdenciários em até 300 meses, o que praticamente eterniza a dívida dos municípios e retarda indefinidamente o pagamento dos valores devidos aos servidores. A consequência direta disso é o aumento da fila de precatórios e o prolongamento do sofrimento dos servidores que aguardam ansiosamente o recebimento desses valores.

Uniformização das regras previdenciárias

Um dos pontos mais críticos da PEC 66/2023 é a obrigatoriedade de Estados, Distrito Federal e Municípios adotarem as mesmas regras previdenciárias da União, exceto se possuírem normas mais rigorosas. Isso significa que todas as conquistas locais dos servidores podem ser anuladas, sendo substituídas pelas regras impostas pela reforma da previdência de 2019 (EC 103/2019).

A proposta prevê que, se as mudanças não forem implementadas dentro de 18 meses, as regras da União passarão a vigorar automaticamente. Isso inclui idade mínima para aposentadoria, tempo de contribuição, cálculo de benefícios, alíquotas de contribuição, e restrições à acumulação de benefícios, entre outras. O impacto disso é devastador, pois retira a autonomia dos entes federativos e impõe condições severas que já causaram imenso prejuízo aos servidores federais.

Mais atrasos e injustiças com os precatórios

Outro aspecto alarmante da PEC 66/2023 é a mudança nas regras de pagamento de precatórios. A proposta limita o percentual da receita corrente líquida que pode ser destinado a esses pagamentos, variando entre 1% e 6%, dependendo do estoque de precatórios em atraso. Para municípios como São Paulo, que já possuem uma alta carga de precatórios a serem pagos, essa medida só aumentará o tempo de espera dos servidores, que poderão nunca ver o dinheiro a que têm direito.

Em audiência pública na Alesp, servidores estaduais unificam reivindicações por maior valorização

Uma audiência pública realizada na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, nesta segunda-feira (12), reuniu servidores do Ministério Público (MP-SP), do Tribunal de Justiça (TJ-SP), do Tribunal de Contas (TCE-SP) e da Defensoria Pública do Estado para debater caminhos para a valorização do quadro de funcionários desses órgãos.

Organizado pelo deputado Carlos Giannazi (Psol), o evento reuniu servidores, representantes sindicais e aprovados em concursos públicos. “A proposta foi iniciada através de uma reivindicação dos funcionários do Ministério Público e nós ampliamos para os demais órgãos. A luta desses trabalhadores é praticamente a mesma”, afirmou o parlamentar.

Valorização

Reivindicação comum entre os servidores de diferentes esferas, a valorização salarial e funcional nos órgãos do Estado foi um dos temas centrais da audiência.

“Precisamos apresentar emendas na Lei Orçamentária para carimbar recursos para que esses importantes servidores tenham o seu reajuste salarial”, disse Carlos Giannazi. “Este vai ser o maior Orçamento da história de São Paulo e ele é disputado por vários segmentos e os servidores também precisam disputar”, completou.

Presidente do Sindicato dos Servidores do Ministério Público (SindSemp-SP), Ticiane Lorena Natale destacou a campanha salarial dos funcionários do MP-SP: “Estamos pedindo o reajuste correspondente à defasagem que tivemos. Vamos discutir e fazer a unidade das lutas de todos esses setores para que valorizem os servidores”.

Outra questão levantada durante o encontro – e compartilhada entre os diferentes órgãos – foi a discrepância entre as remunerações de diferentes cargos. Presidente da Associação dos Servidores do Tribunal de Justiça de São Paulo (Assetj), José Gozze fez coro aos pedidos por valorização. “Não queria que existisse o fosso que hoje existe entre o salário dos servidores do TJ e de um desembargador. Se não fosse por nós, eles não teriam como trabalhar e por isso temos que nos unir e ir para a ação”, afirmou.

Convocação de aprovados

A audiência também contou com a participação de pessoas aprovadas em concursos públicos de diferentes órgãos e que ainda não tomaram posse em seus cargos.

“Estamos em luta para que haja a chamada de todos os aprovados. Há um déficit enorme de servidores no TJ, no MP e na Defensoria. Queremos também que esses órgãos expliquem porque ainda não convocaram esses servidores”, disse Carlos Giannazi.

Assista à audiência, na íntegra, na transmissão feita pela TV Alesp:

Galeria de imagens:
https://www.flickr.com/photos/assembleiasp/albums/72177720319504899/

Happy Hour Noite da Pizza com pagode ao vivo

Na última sexta-feira, dia 27, realizamos nosso Happy Hour Noite da Pizza em nossa Sede Sé. A equipe da La Coccinella Pizzas serviu suas deliciosas pizzas salgadas e doces. Tivemos também pagode ao vivo o evento todo. Além dos associados, seus familiares e colaboradores, estiveram presentes os diretores Geraldo Carvalho Jr. e Diógenes Marcelino e a conselheira Marilene Carvalho. Aproveitando todos os presentes, tivemos também a inauguração do Salão de Jogos, novo espaço dedicado exclusivamente ao lazer, entretenimento e conforto de nossos associados.

Confira abaixo as fotos do Happy Hour Noite da Pizza.

Assetj inaugura novo Salão de Jogos na Sede Sé

Na última sexta-feira, dia 27, inauguramos nosso Salão de Jogos, um novo espaço em nossa Sede Sé dedicado exclusivamente ao lazer, entretenimento e conforto de nossos associados.

Inauguração do Salão de Jogos
Estiveram presentes na inauguração os diretores Geraldo Carvalho Jr. e Diógenes Marcelino.

O Salão de Jogos conta com:

  • Sinuca;
  • Pebolim;
  • Tênis de Mesa;
  • Tabuleiros de Xadrez e Dama;
  • Dominó;
  • Baralhos.

O Salão de Jogos está equipado com wifi dedicado, interfone para atendimento exclusivo, poltronas de descanso, puffs e ventiladores de parede para manter o espaço fresco e arejado.

Convidamos todos os nossos associados a virem conhecer esse novo espaço em nossa Sede Sé

Sede Sé: R. Conselheiro Furtado, 93. 2º andar . Sé | (11) 3291.4077

Funcionamento: de segundas-feiras às sextas-feiras, horário comercial.

Tragam seus amigos e familiares. Aproveitem esse novo espaço!

*Não é necessário o agendamento para o uso. **O Salão de Jogos permanecerá em funcionamento durante nossos Happy Hours.

TJSP autoriza compensação de horas nos dias de paralisação

Após tratativas da Federação das Entidades de Servidores Públicos do Estado de Sao Paulo (Fespesp), o presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, Ricardo Mair Anafe, autorizou a compensação das horas não trabalhadas nos dias 05, 11, 24 e 31/05 e 14/06/2023 bem como a devolução dos descontos de vencimentos eventualmente já processados.

O despacho do presidente é resultado de mobilização da Fespesp e entidades representativas de servidores do Judiciário Estadual.

Segundo o documento, a compensação deverá ocorrer até 29 de março de 2024, observando o mínimo de 30 minutos e máximo de 2 horas diárias.

Referentes às paralisações totais (ausência) as frequências dos servidores ficarão pendentes até o término da compensação, sendo regularizadas após a formalização do gestor da efetiva compensação.

Quanto às demais reivindicações apresentadas no Ofício, o TJSP respondeu que estão em análise e serão respondidos oportunamente.

Para mais informações e detalhes sobre a compensação de horas, acesse o documento do TJSP aqui:
[Movimento reivindicatório – Paralisação 2023]

Ribeirão Preto e região dão exemplo de unidade durante a paralisação geral

Servidores e servidoras do Poder Judiciário, de mais de 100 prédios de todo o estado, paralisaram nesta quinta-feira (11) após decisão aprovada na última assembleia do dia 6. Cumprindo todos os requisitos da Lei de Greve 7.783/89, a deliberação foi comunicada ao TJSP e ainda não houve indicativo de mesa de negociação.

O índice de reposição já atinge 31,82% e o TJSP concedeu 6%, mesmo com mais de R$ 2 bilhões a mais no orçamento. Não há transparência na gestão e, até o o momento, não há sinalização de nenhum tipo de parcelamento.

Em Ribeirão Preto, a Assetj foi representada pelas diretoras Margarida Falcão e Raquel Di Falco. A mobilização começou por volta das 9h30, próxima ao horário de entrada. Mais de 100 servidores do prédio aderiram ao movimento. Conforme alinhado em assembleia, trabalhadores de outras comarcas se reuniram em cidades maiores. No caso de Ribeirão, trabalhadores de Jaboticabal, Batatais, Cravinhos, Pontal e Cajuru compareceram ao ato.

Houve divulgação pelos seguintes veículos de comunicação: TV Record, Jornal Tribuna e revista Revide. Estiveram presentes e fizeram uso da palavra Dr. Luiz Vicente Ribeiro Corrêa, advogado pertencente à 12ª subseção de Ribeirão Preto e a vereadora Duda Hidalgo (PT).

O ato se estendeu até 16h e foram tirados encaminhamentos, que serão apresentados na Assembleia do dia 13/05, em São Paulo.

Assembleia 13/05, 10h
Link de inscrição: https://bit.ly/assembleia13-05