Não se pode desprezar nenhum momento da luta por direitos e melhoria. Foi um número pequeno de servidores em greve. Dizer que nada foi conseguido nessa luta é desprezar os que entraram nela. E, pior, é desestimular as lutas futuras. É dizer aos que não entraram em greve que estavam certos em não participar.
Então, vamos à história.
Levamos mais de um ano para convencer a Presidência de que precisávamos conversar, que não adiantavam reuniões discursivas nas quais só o poder tinha o direito de manifestação. Tínhamos o direito de negociar (em mesa de negociação).
Sem o movimento grevista, continuaríamos com discursos; com ela, foram obrigados a nos ouvir, receber as reivindicações e também a responder.
O TJ imaginava míseros 2,5% de reposição. Com nosso movimento grevista, caminhou para 5%, e mesmo assim dizia que não poderia ir além do que o Governador daria para o Executivo. Foi nossa manutenção grevista que o fez mudar de ideia e se ver obrigado a acrescer mais 2,5% — portanto, além do Executivo.
Além disso, o TJ deu um jeito de complementar os valores do auxílio-saúde, da creche-escola e do adicional de qualificação, buscando o dinheiro que disse não ter (ou que escondia?).
Será que foi um presente do TJ para os servidores ou foi fruto da luta dos servidores?
Claro que ainda não chegamos a receber o que temos por direito; claro que o TJ tentou descaracterizar a mesa de negociação, mas ela se efetivou e não somos nós que vamos destruí-la.
Mesa de negociação tem duas partes e é um processo que precisa ser permanente.
Cabe às Entidades continuar a organizar a luta, e aos servidores, participarem ativamente.
Se a greve tivesse tido uma adesão maior, com certeza maior seria o retorno dos nossos direitos.










