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A importância de cada passo na luta coletiva

A importância de cada passo na luta coletiva

29 de julho de 2025

Categoria: Opinião

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Não se pode desprezar nenhum momento da luta por direitos e melhoria. Foi um número pequeno de servidores em greve. Dizer que nada foi conseguido nessa luta é desprezar os que entraram nela. E, pior, é desestimular as lutas futuras. É dizer aos que não entraram em greve que estavam certos em não participar.

Então, vamos à história.

Levamos mais de um ano para convencer a Presidência de que precisávamos conversar, que não adiantavam reuniões discursivas nas quais só o poder tinha o direito de manifestação. Tínhamos o direito de negociar (em mesa de negociação).

Sem o movimento grevista, continuaríamos com discursos; com ela, foram obrigados a nos ouvir, receber as reivindicações e também a responder.

O TJ imaginava míseros 2,5% de reposição. Com nosso movimento grevista, caminhou para 5%, e mesmo assim dizia que não poderia ir além do que o Governador daria para o Executivo. Foi nossa manutenção grevista que o fez mudar de ideia e se ver obrigado a acrescer mais 2,5% — portanto, além do Executivo.

Além disso, o TJ deu um jeito de complementar os valores do auxílio-saúde, da creche-escola e do adicional de qualificação, buscando o dinheiro que disse não ter (ou que escondia?).

Será que foi um presente do TJ para os servidores ou foi fruto da luta dos servidores?

Claro que ainda não chegamos a receber o que temos por direito; claro que o TJ tentou descaracterizar a mesa de negociação, mas ela se efetivou e não somos nós que vamos destruí-la.

Mesa de negociação tem duas partes e é um processo que precisa ser permanente.

Cabe às Entidades continuar a organizar a luta, e aos servidores, participarem ativamente.

Se a greve tivesse tido uma adesão maior, com certeza maior seria o retorno dos nossos direitos.

por José Gozze

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