Após cancelamento do evento da Minoria, que seria realizado dentro da Câmara, em homenagem aos servidores pelo seu dia, deputados e deputadas compareceram à vigília realizada diariamente em frente ao Anexo II.
Veja aqui as fotos desta quarta-feira, 27 de outubro, véspera do dia do Servidor Público.
Verdades velhas com novas roupagens. Escapamos, por enquanto, de uma das piores consequências aos serviços públicos e, por tabela, aos servidores públicos (Reforma Administrativa). Vitória provisória, mas depois de passar por uma Reforma da Previdência e por leis retirando direitos provisoriamente que acabam se efetivando. Comemoramos, mas de olhos abertos e ouvidos atentos.
Enquanto isso, aguardamos as eleições de 2022 com esperanças, em especial, de formarmos um Congresso Nacional e Assembleias estaduais que nos represente de verdade. Somos os eleitores, portanto os verdadeiros donos das cadeiras parlamentares. Esse é um assunto para um tempo mais adiante, embora próximo.
Enquanto isso, o Poder Judiciário do Estado de São Paulo elegeu seu novo Conselho Superior da Magistratura – Presidente, Vice-presidente e Corregedor e demais cargos. É o maior Poder Judiciário da América Latina. Quase 40 mil servidores espalhados pelas 320 Comarcas do Estado e aproximadamente 25 mil aposentados. Já fomos mais de 50 mil servidores na ativa, quando o número de processos era bem menor do que o atual.
O presidente que terminou o seu mandato, Dr. Geraldo Francisco Pinheiro Franco, deu a entender aos servidores do Judiciário paulista que a instituição era devedora para com o Executivo, razão de impedir a reposição salarial que, saldada, deixaria a porta aberta para que o novo presidente se preocupasse com essa reposição.
Na entrevista concedida à AOJESP, o novo presidente, Dr. Ricardo Mair Anafe volta a decepcionar os servidores. Fala dos servidores com o mesmo discurso de sempre: “são essenciais para o Tribunal de Justiça, a grande engrenagem da instituição e pelos quais tem grande admiração e que para eles deve-se fazer o que for possível. São merecedores de todas as homenagens.”
E a reposição salarial dos que são tão importantes ao Judiciário Paulista? Apesar da melhoria da saúde financeira, sanada com o Executivo, surge outra dívida: R$ 1,281 bilhão vinculado à insuficiência previdenciária. Então, apesar do aumento do orçamento aprovado pela Assembleia Legislativa, claro, com a benção do Governador, a verba ficou menor por culpa da insuficiência previdenciária. Mas será feito o possível para resolver o problema da defasagem salarial.
Parece que não é esse o pensamento do Dr. Guilherme Gonçalves Strenger, vice-presidente eleito para o mesmo biênio. Pensa o Desembargador que temos que descobrir formas de fortalecer o Poder Judiciário, garantindo o cumprimento dos direitos à magistratura. Condições de trabalho, remuneração melhor e valorização da carreira. Critica o excessivo volume de serviço e a ESCASSEZ DE SERVIDORES, incluindo aí a falta de mais um assessor (o quinto) a servir nos gabinetes. E alerta: vários juízes estão se desligando da magistratura e indo para a iniciativa privada.
A manifestação do vice-presidente toca profundamente no problema dos servidores. Excesso de serviço, salários baixos e defasados (já estamos com mais de 25% de diminuição no poder aquisitivo), sem perspectiva de carreira, sem novos concursos que substituam o necessário número de aposentados e demissionários em procura de melhores condições de trabalho e de salários. Alguns, na busca de melhorias, até chamados de concurseiros. Quanto aos aposentados, sofrem descontos abusivos para a previdência apesar dos baixos e defasados salários.
Não é possível caminhar tranquilamente mais dois anos sem reposição da inflação, sem cumprimento do Artigo 37, inciso X da Constituição Cidadã, sem cumprimento da lei de reposição, encaminhada pelo Tribunal de Justiça e aprovada pela Assembleia Legislativa.
Chegou o momento de acabar com a insegurança dos servidores. Precisamos de uma resposta mais clara da presidência do Tribunal de Justiça, de uma mesa de negociação. Sempre será possível dizer da falta de verba, mas sabemos que o direcionamento do orçamento para a correção inflacionária dos servidores depende menos de verba e mais de vontade política para mudar o orçamento, seja por parte do Executivo, do Legislativo e do próprio Judiciário. Fazer o possível sempre é fácil, mas na verdade precisamos fazer o necessário, apesar das dificuldades
Com todo respeito que os servidores têm pelo Tribunal de Justiça e sua cúpula diretiva, estão aguardando o momento de uma conversa do Presidente do Tribunal de Justiça, para discutir com suas lideranças uma solução definitiva como já tivemos no longínquo passado.
Estamos juntos com a preocupação colocada pelo vice-presidente. É chegada a hora de uma longa conversa para atenuar as preocupações de todos os lados.
Por José Gozze, presidente nacional da Pública Central do Servidor, Fespesp e Assetj.
Desta vez foi alterada a redação proposta para o artigo 37 da Constituição Federal. Na nova versão o relator propõe retirar do texto da PEC 32 os “novos” princípios da “imparcialidade”, “transparência, inovação, responsabilidade, unidade, coordenação, boa governança pública” e “subsidiariedade”. Segundo ele, os termos eram vagos e dariam margem para o “ativismo do Judiciário”, conforme publicou o jornal Valor Econômico.
O relator alega que essa mudança foi resultado da sugestão de vários parlamentares e combinado com a presidente da CCJ da Câmara, deputada Bia Kicis (PSL/DF). Muito provavelmente o relator foi informado e finalmente convencido da inconstitucionalidade do texto proposto em mais esse ponto.
Mais uma vitória da pressão e das denúncias das entidades e partidos de oposição.
Representando a Pública Central do Servidor, a Fespesp e a Assetj, o presidente José Gozze participou dos atos deste dia 7 de setembro, em São Paulo. Pela manhã do 27º Grito dos Excluídos, na Praça da Sé e à tarde no Vale do Anhangabaú.
Organizado pela Pastoral do Povo de Rua e movimentos populares, o ato iniciou com distribuição de café da manhã a milhares de pessoas em situação de vulnerabilidade. Em seguida, lideranças sociais e sindicais discursaram e seguiram em marcha, passando pelo Pátio do Colégio e finalizando no Largo São Francisco. O presidente José Gozze falou dos cerca de 14 milhões de brasileiros que estão passando fome em todo país, contestou o confisco de aposentados e pensionistas pelo Governo Estadual e alertou sobre os prejuízos Reforma Administrativa (PEC 32), em tramitação no Congresso Nacional: “a Reforma Administrativa passa todos os direitos e serviços públicos para a iniciativa privada. Se aprovada, direitos como SUS e escolas públicas serão privatizadas. Por isso, temos que derrubar a Reforma Administrativa”, completou.
Já no período da tarde, milhares de pessoas estiveram no vale do Anhangabaú, também na região central de São Paulo, participando do ato das centrais e movimentos, com distribuição de cestas básicas e mobilização pelo Fora Bolsonaro e Mourão.
Gozze também participou e falou sobre a democracia como instrumento de luta: “não temos armas e motos, mas temos a democracia no coração e na mente. Com a democracia vamos mudar o Brasil e fazer um país mais humano, mas antes temos que tirar o Bolsonaro.” Também criticou o presidente da Câmara Arthur Lira, que está segurando os processos de impeachment e acelerando a Reforma Administrativa. “Com essa Reforma, o número de excluídos será ainda maior do que temos hoje”, finalizou.
Caminhada pela Esplanada dos Ministérios, nesta quarta-feira (24), em direção à Alameda dos Estados para a performance de denúncia da compra de votos da PEC 32, idealizada pelo conjunto das 10 centrais, Frente Parlamentar Mista do Serviço Público, UPB, Fonasefe e Basta.
Manifestação contra a PEC dos Precatórios, aprovada na Câmara dos Deputados (PEC 23) e encaminhada ao Senado.
Lideranças das 10 Centrais Sindicais, Basta, Fonasefe, Frente Parlamentar em Defesa do Serviço Público e UPB organizaram ato em frente ao Anexo II do Senado para reforçar a luta contra a PEC do Calote e na defesa dos servidores públicos.
Os Senadores Jean Paul Prates (PT-RN) e Paulo Rocha (PT-PA) compareceram à manifestação. A Coordenadora da Auditoria Cidadã da Dívida, Maria Lúcia Fatorelli, também estava no ato e denunciou as manobras financeiras para aprovação da PEC.
A Frente Paulista em Defesa do Serviço Público, composta por mais de 80 entidades representativas dos servidores públicos de São Paulo, federações, confederações, centrais e movimentos, esteve reunida hoje, 28 de setembro, pela Plataforma Zoom e deliberou diversas ações em defesa dos serviços públicos e contra o PL 529/2020.
Hoje, cada Entidade deverá tentar contato com os Deputados para convencê-los a votar contra o PL 529/2020 deixando entendido, nas entrelinhas, que o voto favorável ao Projeto poderá acarretar o voto CONTRÁRIO dos servidores e familiares ao Partido nas eleições municipais. Este contato, dentro do possível, deverá ser feito por e-mail, WhatsApp, redes sociais e celular.
Amanhã, provável dia em que o Projeto será colocado em pauta, serão realizadas manifestações presenciais na ALESP a partir das 14 horas, com faixas e banners, recepção dos deputados e visitas aos gabinetes.
As manifestações, além de presenciais, serão também virtuais àqueles que estão no grupo de risco da COVID-19.
Amanhã iniciaremos o TUITAÇO a partir das 14 horas e que se estenderá até o final da sessão de votação do Projeto.
Caso a votação do Projeto se estenda até quarta-feira, dia 30, será realizada nova manifestação na ALESP, iniciando às 16 horas, além do TUITAÇO.
No dia 30 haverá manifestações no País inteiro contra a Reforma Administrativa. Vários locais de concentração em São Paulo, que divulgaremos, e também virtualmente.
Se votado ou não nesta semana, será mantida a reunião da Frente na próxima segunda-feira, dia 5 de outubro.