O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP) recebeu nesta sexta-feira, 27 de junho, as entidades representativas dos servidores em uma nova rodada da mesa de negociação. A reunião havia sido antecipada e mudou de formato presencial para virtual.
Pelo TJSP, estiveram presentes o desembargador Irineu Jorge Fava (coordenador da Diretoria de Apoio aos Servidores), juiz Rodrigo Nogueira (assessor do Gabinete Civil Executivo da presidência), juízes André Gustavo Cividanes Furlan e Wagner Roby Gidaro (assessores da presidência – RH Capital), André Laursen Pavani (secretário de Orçamento e Finanças) e Vanessa Cristina Martiniano (secretária de Gestão de Pessoas). Pela Assetj, estiveram presentes o presidente José Gozze, acompanhado pelos diretores Diógenes Marcelino e Geraldo Carvalho Jr.
A reunião foi agendada com três pautas e não aceitaram discutir outros temas. Em relação ao auxílio-saúde, o Tribunal manteve apenas os 15% de reajuste, ignorando a reivindicação da categoria de R$ 500 a mais por faixa etária e sem apresentar qualquer contraproposta. Para o Adicional de Qualificação, permaneceu a sugestão inicial com os seguintes percentuais: graduação 7,5%, especialização 10%, mestrado 15% e doutorado 20%, também sem discutir os 2,5% a mais pleiteados pelas entidades. O órgão reafirmou que o Adicional atinge 33 mil servidores ativos e 8 mil inativos. O Dr. Irineu afirmou que o Projeto de Lei está pronto para ser encaminhado à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), somente aguardando a aprovação da categoria no dia 2 de julho.
O índice de reajuste, valor mais aguardado pelos servidores, foi considerado insuficiente pelas entidades. Dos 30,24% de defasagem acumulada, o Tribunal anunciou apenas 2,5% além dos 5% já concedidos em janeiro, totalizando 7,5% para 2025.
Os pleitos de parcelamento apresentados pela categoria não foram analisados pelo TJSP. Em síntese, nenhuma contraproposta foi avaliada, tampouco houve apresentação de justificativas para não considerar os ajustes solicitados.
O presidente da Assetj, Fespesp e Pública Central do Servidor, José Gozze, iniciou as falas dos representantes demonstrando insatisfação com a falta de diálogo, reafirmando que o encontro foi para informes e não para uma negociação de fato.
Também foram abordadas as punições aos servidores, como os casos de perdas de cargos e Processos Administrativos instaurados àqueles que participaram da greve. Os assessores da presidência se afastaram da responsabilidade e orientaram que essas questões devem ser resolvidas na Corregedoria, defendendo os magistrados que substituíram os servidores por se tratarem de “cargos de confiança”.
O desembargador Irineu, responsável por conduzir a reunião, demonstrou-se favorável a uma nova mesa de negociação. Por outro lado, o juiz Rodrigo Nogueira afirmou que não tem a atribuição de levar sugestões para a presidência do Tribunal, que o papel dele é apenas trazer as diretrizes do presidente. Uma nova reunião com os assessores do TJSP será realizada após o a assembleia do dia 2 de julho, sem data estipulada para acontecer.
Finalizando a mesa de negociação, os assessores disseram que algumas questões estão condicionadas ao fim da greve. Gozze completou dizendo que a continuidade da greve será decidida em assembleia, não cabendo essa decisão aos representantes isoladamente nem mesmo ao próprio Tribunal.
Os representantes aguardam a assembleia da categoria marcada para o dia 2 de julho para definir os rumos da campanha salarial.
As entidades estão organizando as listas dos ônibus. A Assetj está à disposição para oferecer suporte durante o período de Greve e para interessados nos ônibus para a capital.
Contato WhatsApp: (11) 99718-4760










