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Assetj marca presença na Conclat em Brasília

Assetj marca presença na Conclat em Brasília

16 de abril de 2026

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Nesta quarta-feira, 15 de abril, a Assetj, juntamente com a Pública Central do Servidor, participou da Conferência da Classe Trabalhadora (Conclat), representada pelo presidente, José Gozze, e pela diretora Margarida Falcão, que ocupam também a presidência da Pública Nacional e a vice-presidência da Pública São Paulo, respectivamente. Também estiveram presentes os diretores Diógenes Marcelino e Geraldo Carvalho Jr. A representação de São Paulo também contou com a participação de entidades como AASPTJ-SP, Afalesp, Aspal, Astcom, Fenajud, Fespesp, Sinafresp e Sindilex.

A concentração começou às 8h em frente ao Teatro Nacional em Brasília, com discursos de lideranças políticas, entre elas Gozze e Margarida, além de parlamentares de diversos partidos. O evento reuniu trabalhadores para apresentar a Pauta da Classe Trabalhadora 2026-2030, a Agenda Legislativa das Centrais Sindicais e a Agenda Jurídica das Centrais no STF e no TST para 2026.

Em seu discurso, José Gozze defendeu a regulamentação da Convenção 151 da OIT para garantir mesas de negociação e o direito de greve aos servidores, apontando a ausência de diálogo com o Estado sobre o tema. O presidente criticou a manutenção do confisco das aposentadorias, destacando a articulação junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) e citou o seu próprio exemplo, que aos 78 anos de idade, continua contribuindo para a previdência mesmo após 24 anos de aposentadoria. 


Gozze também destacou a urgência do apensamento da PEC 6/2024 à PEC 555/2006, reforçando que não há justificativa para que aposentados e pensionistas permaneçam pagando a contribuição.


Margarida Falcão relatou ter viajado cinco horas de Ribeirão Preto até a capital federal para fortalecer a mobilização. Em sua fala, classificou como inconcebível a continuidade do pagamento da previdência por quem já contribuiu a vida inteira, convocando todos à luta para extinguir essa cobrança. Além das pautas econômicas, Margarida trouxe um apelo urgente contra o feminicídio, alertando que as agressões ocorrem sem misericórdia e que a Lei Maria da Penha ainda falha em dar guarida a muitas mulheres que acabam assassinadas mesmo possuindo medidas protetivas. Ela encerrou reafirmando seu apoio à redução da jornada de trabalho e à Pública como a única central de servidores do Brasil.


A plenária contou com a participação de dirigentes de centrais sindicais e de autoridades como o ministro Guilherme Boulos (Secretaria-Geral da Presidência), o deputado federal e líder do governo Paulo Pimenta (PT-RS), e deputados federais como Luciene Cavalcante (PSOL-SP), Pedro Uczai (PT-SC) e Fernanda Melchionna (PSOL-RS), entre outros. 

Após os debates, os participantes marcharam até o Congresso Nacional para a entrega da pauta de reivindicações ao presidente Lula, ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

por Raquel Munhoz

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