Após as reuniões de mesa de negociação com o TJSP e do encontro com o Comando de Greve, a Assembleia Geral dos Servidores do Poder Judiciário de São Paulo reuniu cerca de 3.500 servidores de todas as regiões do estado, na Praça João Mendes, nesta quarta-feira, 28 de maio.
Representando a Assetj, o presidente José Gozze conduziu a assembleia ao lado dos diretores Margarida Falcão, Geraldo F. M. Carvalho Jr., Diógenes Marcelino, e dos conselheiros Raquel Di Falco e Renato Izepp B. Pereira.
Estiveram presentes os deputados estaduais Carlos Giannazi (PSOL) e Sirlene Maciel (PSOL), da Bancada Feminista. Ambos parabenizaram os participantes pela força da mobilização e criticaram a falta de transparência do Tribunal de Justiça. Giannazi reafirmou seu compromisso com a instalação de uma CPI para investigar o orçamento do TJSP, lembrando da greve de 127 dias realizada em 2010, na qual também esteve presente em diversos atos.
O microfone ficou inicialmente aberto para manifestações dos servidores, até ser temporariamente suspenso em razão da mudança no tempo, retomando logo em seguida.
Também participaram do ato o vereador de São Paulo, Celso Giannazi (PSOL), uma representante dos servidores do Judiciário do Rio de Janeiro, uma representante do Ministério Público de SP, e Paulo Olympio, diretor de assuntos jurídicos da Pública Central do Servidor e presidente da ASJ/RS (Associação dos Servidores da Justiça do Rio Grande do Sul).
Gozze informou os presentes sobre os pontos discutidos na mesa de negociação e apresentou a proposta do Comando de Greve, formado por servidores e entidades de todas as regiões do estado. Segundo ele, em nenhum momento foi discutida a possibilidade de encerramento da greve, pois há consenso de que essa é a única forma de pressionar o Tribunal a negociar de fato.
Duas propostas foram colocadas em votação:
- Continuidade da greve com paralisações – Rejeitada
- Suspensão temporária das paralisações até 2 de julho, mantendo o Estado de Greve – Aprovada
Ficou agendada uma nova reunião de mesa de negociação com o TJSP para o dia 2 de julho, de forma presencial e pela manhã, com a promessa de apresentação dos cálculos e possibilidade de definição de um novo índice de reajuste. Imediatamente após essa reunião, será realizada uma nova assembleia presencial com a categoria.
Ao fim da votação, foi aprovada uma passeata até o Palácio da Justiça, onde a assembleia foi finalizada com falas de Gozze, Pardal e Milito.
Considerando o deslocamento dos servidores para cidades de todo o estado e a impossibilidade de retomar as atividades, a greve segue até quinta-feira, 29 de maio, com retorno ao trabalho na sexta-feira, 30 de maio.
Até a nova mesa de negociação, no dia 2 de julho, serão realizadas assembleias virtuais, atos nos prédios e mobilizações constantes nas redes sociais.A Assetj reforça seu compromisso com as decisões tomadas em assembleia, reafirmando que a Assembleia é soberana e que a entidade seguirá apoiando integralmente a manutenção do Estado de Greve.










