Frente Paulista entrega pauta unificada ao candidato Haddad

Articulado pela Frente Paulista em Defesa do Serviço Público e pelos deputados estaduais Professora Bebel (PT), Emídio de Souza (PT) e Carlos Giannazi (PSOL), servidores e servidoras estaduais participaram de encontro com o candidato ao Governo Estadual Fernando Haddad (PT) e com o candidato ao Senado Márcio França, ex-Governador de São Paulo, e entregaram pauta unificada do funcionalismo.

Os coordenadores da Frente Paulista José Gozze (Assetj, Fespesp e Pública) e Lineu Mazano (Sispesp, Fessp-esp e NCST) desenvolveram, com diversas categorias do funcionalismo público, um documento que contempla reivindicações dos diversos setores e o primeiro item é a revogação do Decreto 65.021, do ex-Governador João Doria, que instituiu o confisco de aposentados e pensionistas a partir de um salário mínimo.

Em sua fala, Gozze abordou os principais ataques às instituições da Gestão Doria-Garcia, como privatizações e extinção de órgãos públicos fundamentais à toda população e citou a necessidade urgente do fim do confisco, implantação de mesa de negociação coletiva permanente, reposição das perdas inflacionárias, valorização dos planos de carreira, realização de concursos públicos, reversão gradual das terceirizações, revisão do ICMS na cesta básica e remédios e fim do poder do centrão na ALESP.

Após os discursos das diversas categorias, Márcio França, candidato ao Senado por São Paulo e ex-Governador do estado, frisou que a gestão Doria nunca valorizou o serviço público e os servidores e alertou que uma reeleição do PSDB pode aumentar ainda mais os índices do Confisco, pois foi instituído via Decreto, ressaltando que não há empecilhos para um novo índice. França orientou que os eleitores estejam atentos à preocupação dos candidatos em relação ao funcionalismo e enfatizou que Haddad é o único servidor, entre seus opositores, e que não vai governar contra si, porque o cargo no Executivo é transitório, mas ele sempre será servidor. 

Em seguida, Haddad se dirigiu às centenas de servidores e servidoras presentes na Casa de Portugal.  Abordou o desmonte dos serviços públicos, os projetos neoliberais de privatização da segurança, saúde e educação. Se comprometeu a instalar uma mesa de negociação coletiva, à exemplo quando era Ministro da Educação: “só com diálogo a gente constrói uma carreira e um serviço público de qualidade”.

Sobre o Confisco, não expressou claramente sobre a revogação, mas se comprometeu a analisar a questão. Aqui está a fala na íntegra, com exceção ao trecho em que conversa com o vereador Eduardo Suplicy (PT) sobre sua gestão na prefeitura:

“Já falei do Confisco dos Aposentados. Se eu estou usando a palavra Confisco, isso tem que ter um significado político. Significa que tomaram na mão grande o dinheiro de vocês. Se eu for Governador, com o apoio de vocês, amanhã eu vou estar respondendo por isso. E eu estou dizendo: ‘olha, eu preciso ver o orçamento que esse Governador vai mandar para a Assembleia’. A gente não consegue os dados do Governo do Estado, destruíram os órgãos de planejamento deste estado, você não consegue saber nada. Nós estamos aguardando a peça orçamentária  e o dinheiro não é meu, o dinheiro é da sociedade. O Governador faz a mediação entre a sociedade e o serviço público. Ele é um construtor de um consenso em torno do que é justo a sociedade pagar e o servidor receber. Obviamente que tomando o cuidado de prover serviço público de qualidade, que é o que a sociedade quer. Então nós vamos construir isso juntos a partir de janeiro do ano que vem. Nem precisa esperar para janeiro. Quanto antes essa eleição terminar, mais rapidamente nós vamos estar numa mesa de negociação. Vai depender de vocês. Nós podemos estar sentados numa mesa de negociação em outubro ou em novembro. Se terminar no primeiro turno, dia 3 nós estaremos juntos festejando e dia 4 trabalhando. É assim que eu vejo a vida. Nós vamos ter um secretariado de primeira categoria. Nós temos a melhor equipe técnica da história. Nós temos os melhores técnicos do PSB, do PV, do PCdoB, da Rede, do PSOL e do PT. Quer mais que isso? Nunca tivemos isso. Unidos em torno de um mesmo projeto nós lançamos um programa em júbilo, um baita de um programa, cheio de compromissos sérios. Não tem fantasia ali, coisa que dá pra fazer com tenacidade, obstinação e trabalho. E se a gente colocar nosso estado no rumo certo, o resultado vai vir e às vezes aquilo que a gente imaginava entregar em quatro anos, entrega em dois. Se imaginava entregar em dois, entrega no primeiro ano de Governo. Tudo é uma questão de alinhar as forças do estado. Então vocês estão falando com gente que tem história. Eu não posso falar qualquer coisa. Então, estamos com a melhor equipe, a melhor chapa, nós temos um cabra porreta que é o Lula. O vice, que poxa vida, vamos combinar, o gesto do Alckmin é um gesto importante. Um homem que foi quatro vezes Governador de São Paulo. Eu sei que tem muita gente aqui que vai dizer: ‘ah, mas teve coisa errada que ele fez’. Mas agora ele está fazendo a coisa mais certa que ele já fez, que é apoiar o Lula para derrotar o fascismo no Brasil”.

A Carta com a pauta geral do serviço público entregue ao candidato:

Todas as fotos em: https://photos.app.goo.gl/yjvnQvoD7vid4HB76

O encontro completo pode ser visto aqui:  https://fb.watch/facTVIYvHw/

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