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Postado por: Sylvio Micelli - em: 07-02-2010 / 15:17:29
Notícia com áudio. Clique aqui para ouvir


Olha a Assetj na Folia aí, gente!!! É a história do ferro na Avenida!

Olha a Assetj na Folia aí, gente!!! É a história do ferro na Avenida!

Olha a Assetj na Folia aí, gente!!! É a história do ferro na Avenida!

por Sylvio Micelli (*)

A Associação dos Servidores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (Assetj) participará, pelo oitavo ano consecutivo, de uma ala na G.R.C.S.E.S. Unidos de Vila Maria. A escola será a quinta a desfilar no primeiro dia do Carnaval paulistano, na madrugada da sexta (12 de fevereiro) para o sábado (13). O início dos desfiles está previsto para às 3 da manhã.

As fantasias ainda podem ser adquiridas. Para os associados da entidade que participarem do desfile, além da fantasia estão inclusos no valor o jantar, o translado Assetj Barra Funda - Sambódromo - Assetj Barra Funda em ônibus de turismo e o café-da-manhã.


A indústria que manipula o ferro é mãe de todas as outras

A Vila Maria trará a história do ferro para o Sambódromo do Anhembi. O ferro é o elemento químico 26 e peso atômico 55,847. Funde-se a 1536°C e entra em ebulição a 3000°C. Na natureza apresenta-se principalmente combinado com o oxigênio em forma dos óxidos: ematita, limonita ou siderita (Fé CO). Constitui 5% da crosta terrestre e 35% de seu núcleo, sendo o segundo elemento mais abundante dentre os metais. O minério tem cor branca-acinzentada, e fundido, transforma-se em metal de cor cinzento-azulado. Em contato com o oxigênio presente na água e no ar, se oxida e desta reação surge a ferrugem.

Na antiguidade, por causa de sua presença nos meteoritos caídos na terra, o ferro era considerado uma dádiva de Deus. Isso é comprovado por inúmeros textos antigos, como nas plaquetas de argila de origem suméria, onde aparece a palavra mais antiga para denominá-lo: an bar, constituída pelos signos pictográficos céu e fogo , traduzida por "metal celeste" ou "metal estrela". Sua origem celeste explica porque os gregos chamaram o ferro de sideros (celeste), e ao trabalho com o ferro, de siderurgia. Em sua mitologia, Hefesto (vulcano para os romanos) era o deus ferreiro, que desceu do Olimpo e montou sua forja de vinte foles no vulcão Etna.

Acredita-se que o homem tenha descoberto o ferro no Período Neolítico, quando perceberam que as lavas dos vulcões, ao esfriarem, se transformavam em metal bruto. Ou quando esses primitivos habitantes das cavernas viram as "pedras" usadas para circundar fogueiras, serem reduzidas a metal sólido.

Ao descobrir as técnicas de fundição do ferro e suas ligas, o homem iniciou o advento da história e do progresso vertiginoso que caracterizou a humanidade nos últimos 5.000 anos. O domínio da siderurgia possibilitou aos povos que a dominaram, a oportunidade de também dominarem os povos circunvizinhos.

Marcando a chegada da era moderna, inicia-se na Inglaterra, no século XVIII, a Revolução Industrial, que caracterizou-se pelo desenvolvimento das técnicas de produção. No lugar das pequenas oficinas surgiram grandes fábricas de chaminés altas, que espalhavam a fumaça do progresso. O crescimento da produção de minério de ferro e carvão necessitou de um sistema de transporte mais eficaz do que o existente, e a estrada de ferro chegou para revolucionar esse setor. O ferro transformou as lentas e frágeis embarcações em velozes navios a vapor.


Brasil

Em carta dirigida a Dom João III em 1522, o bispo Dom Pêro Fernandes Sardinha faz o primeiro registro oficial sobre a existência de ferro no Brasil. Pouco depois o padre José de Anchieta relata e seus superiores a abundância do minério nas jazidas de Ubatá, em Santo Amaro. Para ajudar na catequização dos índios, fabricaram anzóis, cunhas, facas e outros objetos de ferro.

Tendo D. Maria I proibido a existência de fábricas de ferro no Brasil, o movimento dos inconfidentes mineiros registra em seu ideário a necessidade da implantação de uma siderurgia brasileira como base para a independência econômica do país.

Com a transferência da corte portuguesa para o Brasil, D. João VI fez estabelecer a Real Fábrica de Ferro em São João do Ipanema (atual Sorocaba), que será o tema da Ala Assetj na Folia. A siderurgia continuou a funcionar timidamente até o início do século XX, apesar da quantidade enorme de minério de ferro contido em nosso subsolo.

Convencido de que a fraqueza do país decorria da falta de eficiência no setor siderúrgico, em 1938 Getúlio Vargas criou a Comissão Executiva do Plano Siderúrgico, com o objetivo de construir no país uma grande usina, inaugurada em 1946. Outras grandes surgiram para fortalecer a siderurgia nacional. 

Com a abundância de minério no Quadrilátero Ferrífero, e o "tesouro" descoberto na Serra de Carajás, o Brasil passa a ter a maior capacidade de produção no mundo. O setor siderúrgico cresce, se moderniza, tornando-se grande, poderoso, um gigante de ferro e aço.

E a Vila Maria, gigante no carnaval, com a força de sua bateria, coração de aço do samba, e a voz de cada um de seus componentes, a ferro e fogo canta o vitorioso metal, em busca de sua vitória pessoal.


ALA ASSETJ NA FOLIA

Nome da Fantasia: "FÁBRICA DAS ARMAS"
Horário do Desfile: 3 horas da manhã de sexta para sábado (13/02)
Local da Concentração: Sede Regional da Assetj na Barra Funda
Rua José Gomes Falcão, 95

A FÁBRICA REAL

Com a transferência da corte portuguesa para o Brasil, D. João VI fez estabelecer a Real Fábrica de Ferro em São João do Ipanema (atual Sorocaba). Ali foram fundidas as armas utilizadas pelo Exército brasileiro na Guerra do Paraguai.

FANTASIA + ONIBUS FRETADO (IDA E VOLTA) + CHURRASCO COMPLETO NA CONCENTRAÇÃO (IDA) + CAFÉ DA MANHÃ (VOLTA)

Valor: R$ 300,00 por pessoa

Contatos: Mario (11) 7811-2312, Alcântara / Zilda (11) 7839-3731 / 7489-3211, Roberto / Aline (11) 7100-6433 / 9555-5759

SAMBA-ENREDO

"A Indústria que manipula o Ferro é a mãe de todas as outras"

Compositores: Marcinho, Minho e Xandão

Vim do céu
Riscando de luz
Num raro esplendor
Fonte essencial pra vida
Dádiva do criador oo
Hoje a vila forte unida
Funde o precioso mineral
Com a magia do carnaval
Crenças lendas
Jorrei dos vulcões
To na lança do santo cavaleiro
Também fui sagrado
Pra antigas civilizações

Guerreei tantos povos dominei
A nobreza conquistei
Acendia
A chama da siderurgia

E assim a modernidade chegou
O velho mundo anunciou
A revolução industrial
Na ferrovia eu vou
Trilhando ao progresso
Arquitetando transformações
Abençoado brasil
Sou um tesouro em teu chão
Afinal minha grandeza é mundial
O ferro em expansão
Te leva nessa emoção

Sou felicidade eu sou
Energia
Pulsa coração de aço
No compasso da Vila Maria

(*) Com informações da Unidos de Vila Maria (http://www.unidosdevilamaria.com.br/)

Foto: Divulgação

Clique no arquivo e ouça o samba-enredo


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